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Arquivos mensais: Outubro 2010

Quanto vale uma “ovelha” ? Campanha Tucana monta central de “compra de apoio” de Evangélicos

Tucanos prometem benefícios a igrejas e entidades ligadas a elas em troca de apoio de pastores à candidatura. Contato com líderes é feito por telefone; responsável trabalha dentro do comitê do candidato do PSDB.

A campanha de José Serra (PSDB) está oferecendo benefícios a igrejas evangélicas e a entidades a elas ligadas em troca de apoio de pastores à candidatura tucana. O mesmo foi feito na campanha do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O responsável pelo contato com os líderes é Alcides Cantóia Jr., pastor da Assembleia de Deus em São Paulo.
Ele responde pela “coordenadoria de evangélicos” da campanha, criada ainda no primeiro turno exclusivamente para angariar apoios entre evangélicos.

“Disparo entre 150 e 200 telefonemas por dia, mais ou menos”, diz Cantóia, que trabalha numa espécie de guichê montado no térreo do edifício Praça da Bandeira (antigo Joelma), quartel-general da campanha de Serra. No local, ele também recebe pastores para “um café”.

Os telefonemas são feitos para pastores de várias denominações em todo o Estado de São Paulo, em busca de pedido de voto em S erra entre os fiéis de suas respectivas igrejas.

Segundo Cantóia, entre os argumentos para conquistar o engajamento dos evangélicos, além do discurso relativo a valores, como a posição contrária à descriminalização do aborto, está a promessa de apoio a parcerias entre essas igrejas e entidades assistenciais a elas vinculadas com prefeituras e governo, em caso de vitória tucana.

Como exemplo, cita a possibilidade de, com os tucanos no poder, igrejas poderem oferecer apoio a crianças e adolescentes, complementando o período que elas passam na escola. Assistência a idosos também é citada.
“O objetivo é levar as crianças para dentro da igreja”, afirma o pastor. “Esse é um dos argumentos. Seriam igrejas em tempo integral, complementando a atividade da escola.”

Cantóia afirma, também, tentar intermediar demandas recebidas de pastores junto a prefeituras. Por exemplo, pedidos para que entidades funcionem como creche ou que virem intermediárias do programa Viva Leite, do governo estadual.
Alcides diz ter sido um dos articuladores que levaram os pastores Silas Malafaia, do Rio de Janeiro, e José Wellington Bezerra, de São Paulo, ambos da Assembleia de Deus, a gravarem depoimentos de apoio a Serra, exibidos em sua propaganda na TV.

Tucanos admitem oferecer os benefícios

O oferecimento de benefícios, como parcerias governamentais com entidades ligadas a igrejas evangélicas, foi admitido pela campanha de José Serra à Presidência.

No entanto, os tucanos negaram que a campanha, por meio do pastor Alcides Cantóia Jr., tome a iniciativa do contato com pastores.

“A Coordenadoria de Evangélicos faz apenas a intermediação entre partido e segmento evangélico, quando somos procurados”, afirma a assessoria da campanha, em resposta a perguntas enviadas por e-mail.

A campanha diz que o trabalho é semelhante ao realizado por outras coordenadorias, como de Juventude, Diversidade, Mulheres, Nordestinos, entre outras.

Segundo a campanha de Serra, “a função do pastor Alcides Cantóia é atender às demandas de ações e eventos dirigidos ao segmento dos evangélicos”.

Questionada se considera legítima a negociação de benefícios em troca de apoio, a campanha nega que haja “negociação”.
“Não se trata de uma negociação, mas de uma ação de atendimento a segmentos específicos”, diz a assessoria.
No e-mail, a assessoria também afirma que Serra “tem reiterado em diversas ocasiões sua intenção de promover parcerias com todas as entidades e instituições religiosas e filantrópicas, em diversas áreas da gestão pública, como a saúde.” (BC)

O Conselho dos Pastores de São Paulo, que reúne representantes de diversas denominações protestantes, estima q ue cer ca de 80 mil pastores em SP apoiem Serra.

TV para Malafaia plantar “sementes”

Circula nos bastidores da campanha a informação de que Serra prometeu, caso seja eleito, facilitar a concessão de um canal de TV para o pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus, em troca do apoio dele à campanha tucana.

No primeiro turno, Malafaia “desistiu” de apoiar Marina Silva para declarar apoio a José Serra. A principal bandeira de Malafaia é lutar contra a aprovação de leis que garantam direitos civis aos homossexuais.

Com informações da Folha de S. Paulo

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Publicado por em 29 de Outubro de 2010 em Religião

 

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HOMOFOBIA: Em Uganda, tabloide divulga nomes e endereços de 100 Homossexuais e pede: “Enforquem-nos!”

por Redação MundoMais

ReproduçãoTabloide pede enforcamento de cem homossexuais em Uganda

UGANDA – O tabloide Rolling Stone, que circula em Kampala – capital de Uganda – foi denunciado pelo presidente das Minorias Sexuais do Uganda (MSU) Frank Mugisha por desrespeito aos direitos humanos. O tabloide publicou, no último dia 09, uma lista com cem nomes, fotos e endereços de homossexuais.

Com o título 100 figuras homossexuais Ugandesas, a lista era clara com a homofobia: “Enforquem-nos!”, dizia. Após a circulação do periódico, pelo menos quatro pessoas da lista foram agredidas. Outras pessoas listadas tiveram que se esconder em outros endereços para não serem atacadas.

Além de expor os cem homossexuais, o tabloide diz que a homossexualidade é “uma doença desconhecida, mas mortal, está a afetar os homossexuais no Uganda e estes, fazem incursões nas escolas, na tentativa de recrutar um milhão de crianças”.

A caça aos homossexuais aumentou desde outubro do ano passado quando o deputado David Bahati apresentou o projeto de lei anti-homossexualidade, que prevê a pena de morte aos gays e lésbicas e prisão de sete anos aos familiares e amigos que não denunciarem os homossexuais às autoridades. Segundo a MSU 17 gays já foram presos desde então e outros 20 agredidos.

Suspensão temporária – Após a denúncia da MSU, o Conselho de Mídia autorizou a suspensão do jornal. Não pelo conteúdo, pois a homossexualidade em Uganda é crime, mas pela publicação estar com a documentação ilegal. O editor do tabloide Giles Muhame disse que a publicação voltará às ruas de Kampala. Segundo ele, a lista foi publicada por ser de interesse público. “Sentimos que a sociedade precisa de saber que estas pessoas existem entre nós. Algumas estão a recrutar as nossas crianças para a homossexualidade e isso é uma coisa má, precisa de ser exposta. Fizemos isso porque a homossexualidade é ilegal, inaceitável e insulta o nosso estilo de vida tradicional”, disse o editor homofóbico.

 
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Publicado por em 20 de Outubro de 2010 em Homo/Bissexualidade

 

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Martinho Lutero, fundador do movimento Protestante odiava e perseguia os Judeus

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Ainda no começo da sua posição como teólogo e reformador Lutero até gostava dos judeus veja o que ele dizia sobre eles: “Os judeus são parentes de sangue do Senhor; se fosse apropriado vangloriar-se na carne e no sangue, os judeus pertencem mais a Cristo do que nós. Rogo, portanto, meu caro papista, que se te cansares de me vilipendiar como herético, que comeces a me injuriar como judeu”.
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Entretanto, quando eles não se uniram a Lutero em suas críticas violentas à Igreja Romana, ele afirmou: “Todo sangue da mesma linhagem de Cristo queime no inferno, e eles com certeza merecem isso, de acordo com suas próprias palavras que falaram a Pilatos”.É importante ressaltar que o ódio alemão aos judeus não é o mesmo que o Nazista, embora o que o Nazismo fez pode muito bem ser a representação do que Lutero tinha recomendado cerca de 400 anos antes. O ódio de Lutero aos judeus se baseava na religião, ou seja, se um judeu que passasse a ser protestante não seria mais um alvo de Lutero, já o ódio Nazista matava todos os judeus possíveis (cristãos ou não).Embora não seja o único, o texto anti-judeu mais famoso de Lutero se denomina Sobre os Judeus e Suas Mentiras, ou Contra os Judeus e Suas Mentiras. Caso você tenha interesse em comprar, existe uma editora neonazista no Brasil (Editora Revisão de S.E. Castan) que ainda tenta publicar ele (embora seja proibida a circulação de livros dessa editora). Engraçado que o famoso Reformador possua hoje textos sendo publicados em uma editora Neonazista. Eis aqui o famoso panfleto na integra:

SOBRE OS JUDEUS E SUAS MENTIRAS – Martinho Lutero

O que devem fazer os cristãos contra este povo rejeitado e condenado, os judeus? Já que eles vivem entre nós, não devemos ousar tolerar a sua conduta, agora que sabemos das suas mentiras e suas injúrias e suas blasfêmias. Se o fizermos, tornamo-nos participantes de suas mentiras, sua injúria e sua blasfêmia. Portanto não temos como apagar o inextinguível fogo da ira divina, da qual falam os profetas, e tampouco temos como converter os judeus. Com oração e temor de Deus devemos colocar em prática uma dura misericórdia, para ver se conseguimos salvar pelo menos alguns deles dentre as chamas crescentes. Não ousamos vingar a nós mesmos. Vingança mil vezes pior do que qualquer uma que poderíamos desejar já os toma pela garganta. Quero dar-lhes minha sincera recomendação:

Em primeiro lugar, queimem-se suas sinagogas e suas escolas, e cubra-se com terra o que recusar-se a queimar, de modo que homem algum torne a ver deles uma pedra ou cinza que seja. Isso deve ser feito em honra de nosso Senhor e da Cristandade, de modo que Deus veja que somos cristãos, e não fazemos vista grossa ou deliberadamente toleramos tais mentiras, maldições e blasfêmias públicas tendo como alvo seu Filho e seus cristãos. Pois o que quer que tenhamos tolerado inadvertidamente no passado – e eu mesmo estive ignorante dessas coisas – será perdoado por Deus. Mas se nós, agora que estamos informados, protegermos e acobertarmos essa casa de judeus, deixando-a existir debaixo do nosso nariz, na qual eles mentem, blasfemam, amaldiçoam, vilipendiam e insultam a Cristo e a nós, seria o mesmo que se estivéssemos fazendo tudo isso e muito mais nós mesmos, como bem sabemos.

Em segundo lugar, recomendo que suas casas sejam também arrasadas e destruídas. Pois nelas eles perseguem os mesmos objetivos que em suas sinagogas. Eles devem ao invés disso ser alojados debaixo de um único teto ou pavilhão, como ciganos. Isso fará com que eles aprendam que não são senhores no nosso país, da forma como se vangloriam, mas que vivem em exílio e no cativeiro, da forma como gemem e lamentam incessantemente a nosso respeito diante de Deus.

Terceiro, recomendo que todos os seus livros de oração e obras talmúdicas, nos quais são ensinadas tais idolatrias, mentiras, maldições e blasfêmia, sejam tirados deles.

Quarto, recomendo que seus rabis sejam de agora em diante proibidos de ensinar, sob pena de morte ou da amputação de algum membro. Pois eles perderam da forma mais justa o direito a tal posição ao manterem os judeus cativos com a declaração de Moisés (em Deuteronômio 17.10ss.) na qual ele ordena que obedeçam os seus mestres sob pena de morte, embora Moisés acrescente claramente: “o que eles ensinam segundo a lei do Senhor”. Esses desprezíveis ignoram isso. Eles arbitrariamente empregam a obediência do pobre povo de forma contrária à lei do Senhor, infundindo neles esse veneno, essa maldizer, essa blasfêmia. Do mesmo modo o papa nos manteve cativos com a declaração de Mateus 16, “Tu és Pedro,” etc, induzindo-nos a crer em todas as mentiras e falsidades que provinham de sua mente diabólica. Ele não ensinava em conformidade com a palavra de Deus, e perdeu, portanto seu direito a ensinar.

Quando um judeu se converter, serão dados a ele cem, duzentos ou trezentos florins.

Quinto, recomendo que o salvo-conduto para o livre-trânsito nas estradas seja completamente negado para os judeus. Eles não tem o que fazer no campo, visto que não são proprietários de terras, oficiais do governo, mercadores ou coisa semelhante. Que fiquem em suas casas.

Sexto, recomendo que sejam proibidos de emprestar a juros, e que todo o dinheiro e peças de ouro e prata sejam tomados deles e colocados sob custódia. O motivo de tal medida é que, como foi dito, eles não possuem qualquer outro modo de ganhar a vida que não seja emprestar a juros, e através da usura furtaram e roubaram de nós tudo que possuem. Esse dinheiro deveria ser agora usado para nenhum outro fim que não o seguinte: quando acontecer de um judeu se converter, serão dados a ele cem, duzentos ou trezentos florins, da forma como sugerirem suas circunstâncias pessoais. Com isso ele poderá estabelecer-se em alguma ocupação de modo a sustentar sua pobre mulher e filhos e dar suporte aos velhos e fracos. Pois tais ganhos malignos são amaldiçoados se não colocados em uso com a benção de Deus numa causa digna e justa.

Sétimo, recomendo que se coloque um malho, um machado, uma enxada, uma pá, um ancinho ou um fuso nas mãos dos jovens judeus e judias, e deixe-se que eles ganhem o seu pão com o suor do seu rosto, como foi imposto sobre os filhos de Adão (Gênesis 3:19). Pois não é justo que eles deixem que nós, os gentios malditos, labutemos debaixo do nosso suor enquanto eles, o povo santo, gastam o seu tempo atrás do fogareiro, banqueteando-se e peidando, e acima de tudo isso vangloriando-se blasfemamente do seu senhorio sobre os cristãos através do nosso suor.

Martinho Lutero, Sobre os Judeus e Suas Mentiras, 1543
Em um outro texto Shem Hamphoras(um tratado contra os judeus) Lutero rapidamente reproduz a lenda judaica e a ataca todo o resto do livro. Nesse tratado ele faz a seguinte referência ao panfleto Sobre os Judeus e Suas Mentiras:

“Eis porque não dei àquele panfleto o nome de Contra os Judeus, mas Contra os Judeus e Suas Mentiras, para que os alemães possam conhecer através da evidência histórica o que é um judeu, de modo a poderem alertar nossos cristãos contra eles da mesma forma que os alertamos contra o próprio Diabo, a fim de fortalecermos e honrarmos nossa crença; não para converter os judeus, o que seria quase tão impossível quanto converter o Diabo.”Martinho Lutero, em ‘Shem Hamphoras’.

A maior parte dos textos foram retirados do blog Bacia das Almas, traduzido do inglês por Paulo Brabo, o mesmo tradutor do famoso livro “Evangelho Maltrapilho” de Brennan Manning.

 
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Publicado por em 16 de Outubro de 2010 em Religião

 

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Lula combate demagogia e defende união gay, que Dilma diz que renegará em carta

COMENTÁRIO: As religiões vivem de demagogia e é demagogia o que José Serra está fazendo e o que os Religiosos querem obrigar Dilma a fazer, os fundamentalistas evangélicos e católicos tem transformado essas eleições em um verdadeiro cabaré, um festival de baixarias, disseminação de ignorância, preconceito e mentiras, vale lembrar que estas mesmas religiões que hoje lutam contra os Homossexuais, no passado foram coniventes com a escravidão de negros e índios e hoje em dia tem ligações intimas com a omissão diante da pedofilia e com lavagem de dinheiro/formação de quadrilha.

Em reunião com representantes de 51 denominações evangélicas, Dilma Rousseff assumiu o compromisso de divulgar uma “carta aberta” ao povo de Deus.

No texto, a pupila de Lula vai assumir o compromisso de não legislar sobre matérias como a descriminalização do aborto e a união de casais gays.

Lula participou do encontro. Entrou pelos fundos, cumprimentou os presentes, apoiou a ideia da carta e saiu. De novo, pela porta de trás.

Em entrevista à TV Brasil, veiculada em setembro de 2008, o patrono de Dilma discorrera sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Lula disse o seguinte: “Eu a vida inteira defendi a união civil. Temos que parar com a hipocrisia, porque a gente sabe que existe…”

“…Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e, muitas vezes, vivem bem, de forma extraordinária…”

“…Constroem uma vida junto, trabalham juntos e por isso eu sou favorável. […] Por que os políticos que são contra não recusam os votos deles?…

“…Por que o Estado brasileiro não recusa o imposto de renda que eles pagam? O importante é que sejam cidadãos brasileiros, respeitem a Constituição…”

“…E cumpram com seu compromisso com a nação. O resto é problema deles e eu sou defendor da união civil”.

Ou seja, para o ex-Lula, esse presidente de dois anos atrás, a carta que Dilma está na bica de assinar fará dela uma política “hipócrita”.

Candidata, deveria “recusar o voto deles”. Eleita, teria de “recusar o imposto de renda que eles pagam”.

Na mesma entrevista, Lula falou sobre o aborto. Soou aquém da Dilma de 2007, que defendera a “descriminalização” da prática, numa sabatina na Folha. Porém…

Porém, o ex-Lula tratou do tema sob a ótica do chefe de Estado, não do pedinte de votos evangélicos e católicos:

“Há 26 anos, tenho uma posição, que é tratar de aborto como questão de saúde pública…”

“…Se você perguntar pra mim, presidente Lula, o senhor é contra o aborto? Sou contra, minha mulher é contra, mas o Estado tem que dar atendimento”.

 
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Publicado por em 14 de Outubro de 2010 em Homo/Bissexualidade, Política, Religião

 

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Eleições 2010: Evangélicos tentam manipular presidenciaveis a lutar contra Direitos de LGBT´S

COMENTÁRIO: Estas eleições tem tomado um rumo bem peculiar, fanáticos Evangélicos e Católicos tem tentado manipular os candidatos à Presidência do Brasil para lutar contra determinadas leis, o argumento? Tais leis não são coerentes com a fé pessoal deles em forças sobrenaturais que moram em uma outra dimensão, É mole? Isso não se restringe apenas a questão do aborto e de um projeto de lei que pune a perseguição histórica contra as religiões afro-brasileiras, mas também à leis que dão direitos civis a casais de mesmo sexo e a lei que transforma homofobia (aversão à Gays / ofensas / agressões/homicídio) em crime hediondo. O candidato que esta servindo de fantoche nas mãos destes fundamentalistas é José Serra (PSDB), e para tentar agradar aqueles que querem teocratizar o estado (que teoricamente é laico), tal candidato esta dando um rumo muito perigoso a sua campanha eleitoral como vemos abaixo:

Vice de José Serra, Índio da Costa sinaliza discurso contra o projeto que pune a homofobia no horário eleitoral

Reprodução
Indio da Costa (DEM-RJ) é vice na chapa de José Serra (PSDB-SP)

SÃO PAULO – Índio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice-presidente de José Serra (PSDB-SP), sinalizou que irá criticar o Projeto de Lei da Câmara 122/06 (PLC 122/06), que pune a homofobia no Brasil, durante o horário eleitoral na campanha do segundo turno das eleições, conforme informou o jornal O Dia, do Rio de Janeiro.

Depois de se reunir com 30 lideranças evangélicas ontem, 06, em São Paulo, Índio da Costa disse que o PLC-122/06 fere a liberdade de expressão por prever prisões a quem se manifesta sobre a homossexualidade.

A mulher do candidato à presidência Monica Allende Serra também participou do encontro com os evangélicos. Quem apoia a candidatura de Serra desde o primeiro turno é o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo Silas Malafaia.

Índio quer apito – O vice de Serra deve utilizar o mesmo discurso “enganador” dos evangélicos fundamentalistas quanto ao PLC-122/06, com exemplos estapafúrdios quanto à vigência da lei caso aprovada. Segundo Índio da Costa, um dono de restaurante poderá ser preso caso impeça um “casal gay de fazer sexo” dentro do seu estabelecimento. Das igrejas evangélicas, a Igreja Universal do Reino de Deus não participou do encontro com os tucanos por apoiar a candidatura de Dilma Rousseff (PT-RS).

Resposta – Às 13h desta quinta-feira, 03, Indio da Costa respondeu ao conteúdo da matéria do jornal O Dia pelo Twitter. Segundo o vice de Serra, o jornal é ligado a José Dirceu e deturpou suas palavras. “Não somos contra nenhum direito civil de homossexuais. Defendemos direitos civis dos homossexuais e a liberdade de todos, inclusive de as igrejas orientarem os fieis segundo seus valores. Nossa candidatura defende todos os direitos civis dos homossexuais. E defende a liberdade de expressão religiosa, sem ofensas a ninguém”, escreveu Indio sem muitos pormenores.
Garotinho oferece apoio a Dilma caso ela convença Lula a revogar diretrizes pró-homossexuais do PNDH-3

Reprodução
Garotinho quer usar os 665 mil votos para barganhar o PNDH-3

RIO DE JANEIRO – Deputado federal mais votado no Rio de Janeiro com 695 mil votos, Anthony Garotinho (PR-RJ) está se achando por cima da carne seca. Garotinho ligou para a candidata do PT Dilma Rousseff e ofereceu seu apoio no segundo turno.

Para isso, Dilma teria que convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a revogar o Programa Nacional dos Direitos Humanos 3 (PNDH-3), criado por decreto pelo presidente em 21 de dezembro do ano passado.

Membro da Assembleia de Deus, Garotinho se refere aos itens do PNDH-3 que preveem o fim da discriminação aos homossexuais, ao direito ao casamento civil, e à descriminalização do aborto no país. Além disso, o que diz respeito à cirurgia de mudança de sexo no Sistema Único de Saúde (SUS).

Sobre os transexuais – Garotinho também critica as diretrizes do Programa que dizem respeito ao reconhecimento da atividade de prostituta como profissão. Assim, quem exerce esta função teria direito a Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – (FGTS) e aposentadoria. “O PNDH-3 ainda propõe a legalização da prostituição e obriga os hospitais conveniados ao SUS a fazer operação de mudança de sexo, sob pena de perder o convênio. Os hospitais não têm remédio e nem médico. É um absurdo esse tipo de exigência”, disse o deputado evangélico.

Em defesa de Serra, pastor Silas Malafaia faz ataques ao PT, ao PLC-122, ao PNDH-3 e à legalização do aborto

Reprodução
Um dos 600 outdoors contra os gays espalhados no Rio de Janeiro pelo pastor homofóbico Silas Malafaia

SÃO PAULO – O pastor Silas Malafaia, fundador da igreja evangélica Associação Vitória em Cristo (Avec), divulgou um vídeo na última sexta-feira, 08, no seu site, no qual defende o candidato à presidência José Serra (PSDB-SP) e ataca a candidata Dilma Rousseff (PT-RS).

Para atacar a candidata petista, o pastor cita a posição favorável à legalização do aborto, que consta no Programa Nacional dos Direitos Humanos 3 (PNDH-3), e ao Projeto de Lei da Câmara 122/06 (PLC 122/06), que criminaliza a homofobia no Brasil.

De forma irônica, Malafaia diz que a autoria do PLC-122/06 é de uma deputada do PT Iara Bernardi, que não conseguiu se reeleger. “Se o movimento gay fosse tão poderoso e tão violento como eles [os gays] proclamam, essa mulher era para arrebentar de votos quando ela foi deputada e tentou a reeleição”, diz o pastor.

Ataque a Lula – Malafaia também cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou caso o PLC-122/06 passasse no Senado, ele não vetaria. “Se Lula não ia vetar, e Dilma?”, questiona. O pastor diz que a bancada do PT no Senado apoiava em peso “esta vergonha, esta aberração”, diz em relação ao projeto de lei que protege os homossexuais.

“Eu quero saber agora o que Dilma vai falar e o que o Serra vai falar. Eu não estou aqui para proteger ninguém”, diz para depois assumir seu voto para o candidato tucano. “Quem tem a competência para dirigir esse país? Para mim, é pessoal. Para mim, Serra é o mais preparado para ser o presidente dessa nação. O que chegar lá, independente do meu voto, eu vou orar por ele. Depois Malafaia se abstém ao dizer que não pede voto para o tucano. “Deus abençoe o Brasil, Deus abençoe você, que é livre para votar em quem quiser, mas analise bem e amanhã não chorar”, finaliza. Veja o vídeo:

 
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Publicado por em 13 de Outubro de 2010 em Homo/Bissexualidade, Política, Religião

 

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Na visão de uma Feminista: Porque o aborto deve ser descriminalizado?

  por: Cynthia Semíramis
Feminista. Pesquisa direitos das mulheres. Bacharel e mestre em Direito. Aprendiz de antropóloga. Mora em Belo Horizonte-MG

TEXTO 1:


Dia 28 de setembro foi o Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe. Trata-se de uma data para lembrar que as mulheres ainda são consideradas menos cidadãs que os homens, sofrendo interferência sobre seus corpos e sua saúde.

Prosseguir ou interromper uma gravidez é algo que só diz respeito à mulher. Por mais que o homem contribua na concepção (e crie teorias que o valorizam como procriador), quem suporta toda a gravidez, quem passa pelo processo de parto, quem cria a criança praticamente sozinha e quem é responsável por ela é a mulher. É ela quem sabe o quanto terá de abdicar de sua vida para poder ter e criar a criança. É ela quem tem de decidir se e quando quer ter filhos. Estado, família e amigos dela devem apoiá-la e respeitá-la em sua decisão, permitindo meios dignos tanto para a continuidade quanto para a interrupção da gravidez.

Muitas pessoas não concordam com o direito da mulher abortar porque consideram que isso é uma violência contra o feto. Ao fazer isso, estão invertendo a ordem de prioridades: colocam um não-nascido como tendo prevalência sobre uma pessoa viva, como se a mulher tivesse menos direitos que ele. Temos aí uma hierarquia onde a mulher tem menos direitos, estando relegada à terceira classe: o homem tem prioridade em tudo, estando na primeira classe; o feto (que ainda não nasceu!), na segunda; a mulher, na terceira.

Essa é uma visão recente, como pode ser lido neste artigo sobre Igreja e aborto e neste post sobre o aborto na história. Até meados do século XIX aborto era questão íntima, que dizia respeito somente a gestantes e parteiras. É importante notar que o século XIX foi tanto o século da glorificação da maternidade quanto o início dos movimentos feministas, o que resultou na seguinte situação: à medida que as mulheres passaram a exigir participação na política e aquisição de direitos, o aborto se tornou uma questão de controle das mulheres, recebendo das autoridades punição religiosa (pecado) e jurídica (crime).

Criminalizar o aborto foi uma forma de interferir na vida das mulheres, restringindo o direito ao próprio corpo e retirando delas o poder de decidir sobre a própria vida. Lutamos hoje para que este direito seja restabelecido.

Descriminalizar é necessário. A descriminalização acabará com as clínicas clandestinas de aborto, sem higiene, e responsável por uma larga percentagem de mortalidade materna, especialmente entre mulheres pobres. Acabará com o tráfico de remédios abortivos, inclusive com os remédios falsos vendidos a peso de ouro como se fossem verdadeiros. Acabará com a aberração que é punir criminalmente uma mulher porque ela ousou decidir que não quer ser mãe em determinado momento de sua vida.

É necessário também legalizar o aborto. Isso significa que o Estado deve proporcionar condições para que a interrupção voluntária da gravidez seja um procedimento médico a ser realizado na rede pública de saúde, sem que a mulher sofra julgamentos ou sanções por ter escolhido interromper a gravidez. A mulher que escolhe abortar não deve ser tratada como culpada, nem como inferior ao feto, e muito menos pode ser maltratada por profissionais de saúde. Legalizar o aborto proporcionará atendimento digno para as mulheres, concedendo-lhes direitos plenos sobre o próprio corpo.

TEXTO 2: 

Se há algo que ainda me surpreende é a necessidade humana de crer que seu ponto de vista sobre qualquer assunto é o único certo, e todos os demais são resultado de tolice ou incompreensão. Em boa parte das discussões, sempre há um momento no qual alguém se julga no direito de declarar o que é certo ou errado, e exigir dos outros comportamento compatível com aquilo que acha certo. Não há questionamento, respeito nem tolerância com a opinião alheia, mas apenas desprezo.

https://qbrandotabus.files.wordpress.com/2010/10/40010199.jpg?w=300

Quando o assunto é aborto, essa imposição de convicções fica muito nítida. Religiosos querem impor o seu ponto de vista a TODO o mundo, inclusive a quem não professa aquela religião. Pessoas que puderam escolher e optaram por não abortar acreditam que TODOS devam seguir seu exemplo. Pessoas que nunca passaram por algo parecido com uma gravidez têm idéias prontas sobre o tema e querem impô-las a TODO o mundo. Juízes, longe de se distanciarem de sua religião e discutirem temas polêmicos respeitando os sentimentos dos envolvidos, julgam a TODOS com base em suas opiniões particulares. Políticos, ao invés de respeitarem a pluralidade de crenças e se pautarem por uma conduta laica, oferecem projetos de lei que misturam assuntos de saúde pública com sua formação religiosa, ignorância científica e seus preconceitos mais íntimos, e que valerão para TODOS.

O resultado disso são comentários esdrúxulos, que pouco ou nada respeitam a vida alheia, mas que são enunciados como grandes verdades e ditam as condutas a serem seguidas.

Pessoas que são contra o aborto costumam afirmar que:

  • algumas mulheres são promíscuas: é um direito delas, da mesma forma que algumas mulheres deixam os cabelos curtos e outras preferem que eles fiquem compridos.
  • o aborto será usado como anticoncepcional: aqui, o TODO é prejudicado pela parte, em uma clara inversão de valores. Não é porque existem ladrões que todas as pessoas devem ficar presas, certo? Então, por que tratar o aborto de forma diferente?
  • existem métodos anticoncepcionais dos mais variados tipos: só que nenhum deles é 100% à prova de falhas, ou indicados para todo e qualquer caso
  • as dificuldades são superadas pela alegria de ter um filho: esse argumento ignora a falta de vocação maternal e/ou dificuldades de toda ordem
  • só as mulheres que já abortaram podem defender o aborto: então apenas homicidas podem defender homicidas, ladrões podem defender ladrões, etc
  • determinada religião proíbe o aborto: e daí? Vivemos em um Estado teoricamente laico. É absurdo impor a conduta prescrita por uma religião a quem não tem religião ou professa alguma que é tolerante com o aborto. Favor não confundir o que é “certo” para determinada religião com sua imposição a todo o mundo, inclusive aos que não seguem aquela doutrina
  • certas mulheres não sabem ficar de pernas fechadas: esse raciocínio é uma invasão da vida sexual da mulher; ela não deve explicações a ninguém, e, se é pobre – pois esse é o contexto típico desses comentários – tem-se ainda um preconceito que envolve poder aquisitivo, como se só os pobres ou moradores de determinadas regiões não pudessem ter filhos

Recusar o direito ao aborto com base nos argumentos acima, e em outros bastante semelhantes, é impor a todas as mulheres a visão de “certo” baseada apenas no preconceito de algumas pessoas, desrespeitando sua vontade, sua visão de planejamento familiar e de suas vidas.

Essa exacerbação do “estou cert@, vocês estão errados e devem me obedecer”, encampada pelo Estado ao criminalizar o aborto, se reflete nos dados sobre abortos clandestinos, na hipocrisia, no julgamento das outras pessoas sem ao menos tentar entender o que elas estão sentindo ou pensando, na imposição de uma conduta que pode ser adequada a quem julga, mas totalmente inadequada a quem é julgada.

Por descriminalização, entenda-se: fazer o aborto deixar de ser assunto de polícia (resultado: prisão) para ser, simplesmente, assunto de saúde pública, envolvendo apoio psicológico, informação adequada sobre contracepção, direito de optar pelo aborto ou pelo prosseguimento da gravidez, direito de fazer um aborto ou parto com toda a segurança e higiene que a medicina pode oferecer. Essa deve ser uma escolha de cada mulher, e não uma imposição estatal, religiosa ou social. Deixemos que a consciência ou a religião de cada gestante diga o que devem fazer. E respeitemos a vontade de cada mulher.

Do contrário, estaremos demonstrando que, no caso da criminalização do aborto, não há interesse no bem-estar dos seres humanos, mas apenas uma imposição de preconceitos pessoais destinada a provar aos demais humanos que a sua opinião é a melhor e deve ser imposta a TODOS.

O dia em que pararmos de impor aos outros, inclusive por meio de leis, pontos de vista que restringem direitos e invadem a vida privada de todas as pessoas será um grande dia. Descriminalizar o aborto é um bom primeiro passo nesse sentido, e um belo exercício de tolerância e respeito à opinião alheia.

 

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Publicado por em 5 de Outubro de 2010 em Aborto, Pesquisas de Opnião, Política

 

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Governo da Califórnia revoga lei da cura da homossexualidade

COMENTÁRIO: Muito louvável a atitude do Arnold, inadmissível que em pleno terceiro milênio ainda existam crendices como tais, a homofobia deve ser combatida de maneira enérgica.

Governador Arnold Schwarzenegger sancionou veto à lei que tratava gays como portadores de distúrbios

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Dias depois de vetar um projeto que protegeria detentos LGBT, o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger assinou o texto que derruba a lei da cura da homossexualidade.

A resolução, que havia sido incluída na Constituição estadual nos anos 1950, instruía o Departamento de Saúde Mental a realizar pesquisas sobre “causas e curas da homossexualidade”, além de classificar gays e lésbicas como portadores de transtornos sexuais e potenciais molestadores de crianças.

A proposta para acabar com a lei discriminatória foi apresentada pelo senador Roy Ashburn, que recentemente saiu do armário. “A recomendação sobre a realização de pesquisas significava gasto de dinheiro público com algo que é preconceituoso e falso”, diz o senado

Fonte: MIX BRASIL

 
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Publicado por em 5 de Outubro de 2010 em Homo/Bissexualidade, Política