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Arquivos mensais: Dezembro 2010

Ator que fez Ney Matogrosso em ‘Por toda a minha vida’ é repreendido por Igreja

Meu Comentário: Infelizmente ainda hoje, existem milhões de pessoas no nosso país que acreditam quando líderes religiosos  afirmam não perseguir, nem discriminar os não-heterossexuais [rs] . Neste caso, ao meu ver a instituição infligiu uma lei ao proibir que o ator frequentasse o seu templo por determinado tempo, afinal uma Igreja não paga imposto por ser – TEORICAMENTE – uma instituição sem fins lucrativos que presta serviços a comunidade e não faz acepção de pessoas.

Marco Audino contou, em entrevista a jornal, que lhe deram um castigo de 30 dias em uma igreja evangélica porque era ‘desmoralizante’ viver um gay.

Bloglog /-Reprodução

Marco Audino com Sérgio Mattos

O ator que interpretou Ney Matogosso no especial da TV Globo, “Por toda a minha vida”, diz estar sendo vítima de preconceito. Em entrevista à coluna Gente Boa, do jornal “O Globo”, Marco Audino contou que foi recriminado pela igreja evangélica que frequentava, a Igreja Comunidade Vida Cristã, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

Segundo ele, após saberem que ele tinha interpretado o cantor no programa, os representantes da instituição falaram que “não pegava bem”, que era desmoralizante para eles que ele fizesse um gay. E ainda lhe deram um ‘castigo’ de um mês sem poder frequentar o local para que ele se arrependesse e servisse de exemplo.

Fonte: EGO

 
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Publicado por em 27 de Dezembro de 2010 em Homo/Bissexualidade, Religião

 

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Regulamentar a prostituição traria algum benefício?

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Prostituição deve ou não ser considerada uma atividade fora da lei? Regulamentá-la seria melhor de algum modo?

O problema da ilegalidade: os “consumidores”!

Pelo menos no Brasil, a exploração comercial da prostituição é ilegal.

Mas, se você quiser o serviço de uma prostituta, não é preciso nenhum esforço para conseguir. Toda cidade, por menor que seja, tem uma chácara ou casa cheia de moças alegres (algumas nem tanto) e dispostas a prestar serviços por dinheiro. Quando não tem, a cidade vizinha tem.

Tal acesso não é exclusivo do Brasil. A prostituição (e sua exploração) é universal, independente de ser legal ou não onde ocorre. E criminalizá-la ou impedir a criação de organizações e regulamentações em torno deste serviço pode ser a pior das soluções para o problema – “problema” para as autoridades; se não fosse, não seria considerado crime.

Criminalizar a atividade não acaba com o problema. O maior empecilho para eliminar a prostituição, uma vez que ela já é ilegal em alguns países, é o mesmo do tráfico. Os consumidores.


Crédito: Adam Crowe | Taí uma placa que funciona melhor do que as convencionais para redução de velocidade!

Enquanto há pessoas dispostas a consumir um serviço, perseguir quem o presta apenas aumenta o preço do produto e o apelo em vendê-lo. Quando uma prostituta é presa e outras deixam a profissão, a oferta diminui mas a demanda não, de forma que o preço aumenta e os incentivos para transgredir a lei aumentam. Os únicos locais onde o esforço do governo teve um impacto significativo na prostituição foram o regime autoritário chinês na década de 1960 e o governo Talibã no Afeganistão, e você já pode imaginar o tipo de ambiente onde isto ocorreu.

Este é o argumento que os autores do SuperFreakonomics, a continuação do famoso Freakonomics, usam para dizer que a prostituição vai continuar acontecendo, por mais que a condenemos.

A saída que que poderia ser tomada, punir os clientes e com isso diminuir a demanda, é quase impraticável. Segundo eles, o que tem acontecido principalmente em países desenvolvidos é uma diminuição da demanda porque sexo não é mais algo tão inacessível, à medida em que a liberação sexual e a liberdade feminina aumentam.

Ainda há o problema de se definir o que é a prostituição. Afinal, as fronteiras entre prostituição e troca de favores podem ser muito tênues. Ganhar presentes em troca de sexo, ou mesmo comida no caso de locais mais pobres, é prostituição? E qual o número de clientes que qualifica o sexo como um serviço? Um cliente que sustenta a mulher é a mesma coisa que vários clientes com favores? Exibir o corpo também é considerado prostituição? Ou apenas o contato sexual?

Enquanto isso, na maioria dos países, profissionais do sexo continuam sendo procuradas tanto quanto antes.

As consequências da ilegalidade

Enquanto a prostituição é crime, a(o) profissional do sexo está cometendo um crime. Como tal não possui amparo do Estado, eles estão desamparados, o que dá margem para que muita coisa errada possa acontecer. Para escapar da polícia, muitas vezes a prostituição precisa ocorrer em locais remotos, que deixam a mulher (ou o homem) à mercê do cliente, sujeita à violência e exploração.

Profissionais do sexo que precisam trabalhar em lugares ermos muitas vezes precisam da proteção de um cafetão, e podem estar sujeitas a condições de trabalho degradantes e até regime de escravidão. Aliás, não são apenas locais ermos, casas noturnas aqui em São Paulo chegam a “abrigar” mulheres que vêm de outros estados e trabalham para pagar a estadia e o consumo. Quando não são parte de um esquema de tráfico internacional de mulheres ou exploram a prostituição infantil.


Fonte: Okinawa Soba | Prostitutas chinesas que se relacionavam com militares japoneses

Mais do que sexo, um problema de saúde

A falta de amparo que as condições de trabalho ilegal impõe também são uma questão de saúde. Quanto maior a diferença de status entre a prostituta e o cliente, ou quanto menor o suporte que recebe da comunidade, maiores são os riscos de saúde que ela corre. Sem preservativo, ela está sujeita a contrair e transmitir o HIV e outras DSTs.

A mulher desamparada possui muito menos poder de argumento e instrução para obrigar o cliente a usar camisinha. Enquanto o reconhecimento do Estado permitiria um sindicato e normas de trabalho, além de uma abordagem mais fácil para agentes de saúde convencerem as profissionais a utilizar o preservativo. Nos bordéis, por exemplo, as profissionais trabalham com riscos de saúde menores do que profissionais de rua.

A regulamentação da prostituição, ou melhor, o reconhecimento dela como atividade exercida e a legitimação da mesma, permite que responsabilidades possam ser cobradas. Bordéis podem contratar profissionais e assinarem carteira, permitindo pensão e assistência médica, ambas condições que favorecem a saúde das profissionais. Além disso, a legalização da atividade e sua exposição diminuem as chances e o apelo da prostituição infantil.

Por isso defendo a legalização e a regulamentação da prostituição: bom para as profissionais, bom para a comunidade. Preservativos e melhores condições de saúde protegem não só os clientes do HIV, protegem as mulheres, namoradas, ficantes e os namorados, ficantes e companheiros dela, qualquer pessoa sexualmente ativa.

Fonte: http://papodehomem.com.br/legalizar-a-prostituicao-traria-algum-beneficio/

 

 
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Publicado por em 22 de Dezembro de 2010 em Prostituição

 

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Brasil e a História da Carochinha

MEU COMENTÁRIO: O Texto sensacional que verão abaixo, eu peguei do Blog “Subvertendo Convenções” do escritor Kiko Riaze. E tem relação com o resultado preocupante da pesquisa que o Vox Populi realizou à respeito de mudanças nas leis sobre legalização do aborto, reconhecimento civil entre casais de mesmo sexo e legalização da Maconha no Brasil.

Um dia me venderam um livro que falava sobre um reino de gente calorosa e solidária, com liberdade de escolhas e de expressão. Um extenso país de muitas raças, de cultura rica e diversificada, onde qualquer um podia ser o que quisesse ser, pois as individualidades eram respeitadas e onde homens e mulheres eram totalmente livres para decidir as suas vidas, escolher seus amores e sua religião. Lá, deuses de todas as formas e homens de todas as cores conviviam muito bem. Era um lugar de gente guerreira, simpática e hospitaleira, de deslumbrantes belezas naturais, de lindas mulheres seminuas e de homens atléticos caminhando na beira do mar, de sensualidade exalante, de cerveja gelada, futebol e carnaval. Um reino de promessas. Paradisíaco. Promissor.

Comprei o livro pela capa, certo de que não poderia me enganar… Mas me enganei. À medida que eu fui virando as páginas do livro, fui percebendo que naquele reino de contos de fadas tropical, nada era o que parecia ser. Tudo era fake. A ordem e o progresso eram conversa pra boi dormir. Aquela gente que se dizia guerreira só sabia reclamar, mas não era capaz de agir. Lamentava a fome, a miséria e a corrupção, mas sempre acabava levando a mesma corja ao poder. Analfabetos, demagogos e ladrões. Até um palhaço o povo elegeu – talvez seja ele a sua melhor representação.

Aquele povo que se dizia solidário era o mesmo que fingia dormir para não ceder lugar quando uma gestante ou um idoso subia no ônibus ou no trem, que furava filas, que falsificava documentos e dava um jeitinho para tudo. Sujava as ruas e queimava árvores ao invés de preservar suas belezas naturais.

Aquele povo que se vangloriava de sua miscigenação e de sua diversidade cultural, tratava negros, índios e nordestinos como uma casta inferior. Orgulhava-se de sua liberdade religiosa, mas torcia a boca para tudo que não fosse cristão.

Os homens calientes daquele reino não passavam de machistas que viam o sexo como uma forma de dominação, mas mentiam nas pesquisas e não eram tão sexuais assim não. Em seus casamentos, faziam sexo com pouca frequência, a maioria por obrigação e ainda eram preguiçosos, egoístas e muito pouco criativos em cima da cama. E as mulheres, tão modernas e livres, que andavam de bunda de fora na praia e no carnaval, na verdade eram submissas e caretas e nem aproveitavam todas as possíveis posições sexuais.

E tinha mais:

Segundo uma pesquisa, 82% daquele povo rejeitava a descriminalização do aborto.

60% daquele povo rejeitava a união civil entre homossexuais.

O menor índice de aceitação à união entre os gays era identificado entre os cristãos: apenas 19% dos evangélicos aceitava a união homossexual, contra 37% dos católicos praticantes e 41% dos católicos não praticantes.

Com pessoas de outras religiões, a aceitação era maior: chegava a 59%.

Ainda assim, era prova de que aquele povo sensual, de atitudes e pensamentos libertários, na realidade, era beato e conservador. O livro de fantasias que eu comprei era pura história da carochinha. Tudo ali era falso. Propaganda enganosa das piores.

Moral da história: não se deve julgar um livro pela capa. Ou nem tudo o que parece, é.

Quero meu dinheiro de volta…

 
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Publicado por em 9 de Dezembro de 2010 em Pesquisas de Opnião, Reflexões

 

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País atrasado? População rejeita mudanças na lei sobre aborto, gays e drogas

Meu comentário: Chega a ser revoltante que em pleno século 21 o Brasil seja um país atrasado em praticamente todos os aspectos, ainda hoje, por exemplo, o aborto e a diversidade Sexual são assuntos tratados como tabus, e vítimas de discriminação nas escolas e dentro das famílias. Os preconceitos têm muitas vezes ligações diretas com as religiões que ao invés de propagar conhecimento, propaga a ignorância, a pesquisa a seguir revela números preocupantes.

Temas polêmicos, que marcaram a campanha presidencial deste ano, foram abordados em pesquisa Vox Populi encomendada pelo IG

Eleita presidenta com 55 milhões de votos, a petista Dilma Rousseff pode ter dificuldade em conseguir apoio popular se quiser fazer mudanças nas leis que tratam de temas polêmicos como aborto, direitos dos homossexuais e consumo de drogas. Pesquisa Vox Populi encomendada pelo iG para mapear as expectativas dos brasileiros em relação ao futuro governo mostra que a maioria da população não aceitaria mudanças nas regras que regem atualmente essas áreas.

O aborto, em especial, entrou na pauta da disputa eleitoral deste ano e levou tanto Dilma quanto o presidenciável José Serra (PSDB) a prometerem que, caso eleitos, não promoveriam mudanças nas regras relacionadas ao assunto.

Dilma, que antes de ser candidata havia dado declarações favoráveis à descriminalização do procedimento, viu aumentar, na reta final da campanha, a resistência de setores religiosos à sua candidatura. A petista acabou escrevendo uma carta se comprometendo a manter as leis sobre o tema e “de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País”.

Para 82% dos entrevistados pelo Vox Populi, o aborto não deveria deixar de ser crime no País. Entre os habitantes das regiões Norte e Centro Oeste, 89% defendem a punição de quem pratica o ato, contra 77% no Sudeste, o menor índice. De acordo com o instituo, é mais fácil encontrar quem defenda mudanças na lei do aborto em grandes cidades (19%) do que em municípios menores (9%).

O índice de rejeição à prática do aborto não varia significativamente entre gênero, idade e renda  –  é maior apenas entre eleitores com nível superior: 19%, contra 10% de quem estudou até a quarta série, por exemplo. Os índices de rejeição também são os mesmos entre eleitores de Dilma e Serra (82%) e atingem altos patamares tanto entre eleitores religiosos (86% dos evangélicos rechaçam a ideia) como entre os que dizem não ter religião (78%).

Para 72% das pessoas, o governo Dilma não deveria sequer propor uma lei que discriminalize o aborto – ideia compartilhada tanto por católicos (73%) como por evangélicos (75%) e membros de outras religiões (69%).

 

O aborto deve ser legalizado?

aborto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

União civil entre homossexuais

O Vox Populi mostra que, para 60% da população, a união civil entre homossexuais não deveria ser permitida no País – como prevê a lei atual – contra 35% que defendem o direito. A maior resistência é observada nas regiões Centro Oeste e Norte (69%) e em municípios pequenos (66%); a menor resistência é observada no Sudeste – onde 39% defendem os direitos.

A pesquisa mostra que quanto mais velha é a população, menor a aceitação sobre o assunto (69% dos que tem 50 anos ou mais não aceitam a mudança). Quanto maior a escolaridade, maior também a aceitação: 44% dos quem têm ensino superior apoiam a mudança na lei – e 63% dos que estudaram até a quarta série dizem que homossexuais não podem se unir legalmente.

O menor índice de aceitação à união entre gays é identificado entre evangélicos: 19% (contra 37% dos católicos praticantes e 41% dos católicos não praticantes). Com pessoas de outras religiões, a aceitação chega a 59%.

A rejeição não é exclusiva apenas a entrevistados que se declaram religiosos: 56% dos que afirmam não ter religião também se dizem contra a união civil entre gays – o maior índice, entretanto, é entre evangélicos: 78%. Eleitores que declararam voto em Dilma e Serra têm praticamente os mesmos índices de rejeição à ideia: 36% e 33%, respectivamente.

A pesquisa aponta também que os brasileiros rejutam qualquer proposta de lei para ampliar o direito civil entre homossexuais e igualar a união ao casamento: 63% dos entrevistados se dizem contrários à ideia – entre os evangélicos, o índice chega a 79%.

A união civil entre homossexuais deveria ser permitida no Brasil?casamento gay

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda segundo o Vox Populi, a adoção de crianças por casais homossexuais não deve ser permitida no País para a maioria dos entrevistados: 61%. A maior rejeição é identificada no Nordeste (70%). A ideia enfrenta maior resistência também em cidades menores e entre eleitores mais velhos.

Quando a pergunta é se o governo deveria propor uma lei que facilite a adoção de crianças por casais gays, a maioria dos entrevistados (64%) diz ser contra. No Nordeste, o índice é de 71% e entre evangélicos, de 77%.

A adoção deveria ser permitida para casais homossexuais?

adoção gay

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uso de drogas

O Vox Populi mostrou também na pesquisa que praticamente nove em cada dez brasileiros (87%) são contra a descriminalização do uso de drogas. O índice chega a 93% no Nordeste.

A ideia é quase igualmente rechaçada entre entrevistados de diferentes religiões, idades, escolaridade e preferências políticas. Para a maioria (72%) o governo nem sequer deveria propor uma lei prevendo a descriminalização das drogas – no Sul, a rejeição à ideia de mudança na lei alcança 81% da população.

A margem de erro do levantamento, que contou com 2.200 entrevistas feitas entre os dias 19 e 23 de novembro, é de 2,1 pontos percentuais.

O uso de drogas deveria deixar de ser crime no País?

drogas

O aborto deve deixar de ser crime no Brasil? aborto

 

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