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Arquivos mensais: Abril 2011

Pesquisa mostra que filhos de pais gays não sofrem prejuízos psicológicos

A função psíquica materna e paterna pode ser exercida por pessoas do mesmo sexo

 

Um estudo realizado pelo Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo) revela que a criação e educação de crianças por casais gays não causa perda psicológica nos filhos – a função psíquica materna e paterna pode ser exercida por duas pessoas do mesmo sexo. As informações são da Agência USP de Notícias.

De acordo com o autor do estudo, o pesquisador Ricardo de Souza Vieira, a estrutura familiar e o desenvolvimento da criança não estão vinculados com a orientação sexual do casal, mas, sim, com o desejo de ser responsável por uma criança.

– As relações de responsabilidade dos pais e da criança com os adultos, que definem a estrutura familiar, não sofrem alterações. As funções psíquicas são o que realmente importam para o desenvolvimento de uma criança, e elas estão descoladas do aspecto anátomo-fisiológico do corpo.

Segundo ele, em um casal formado por homossexuais, tanto a função psíquica materna — mais próxima da criança e responsável por ensinar a linguagem e por cuidar e proteger com mais intensidade — quanto a paterna — que limita a proximidade da criança com a mãe e tem a função de determinar limites e leis – podem estar ou não presentes. Mas isso também ocorre dentro das famílias de casais heterosseuxais.

– As funções de parentesco são mais simbólicas do que biológicas.

Segundo o pesquisador, as crianças não sentem a necessidade de possuir uma mãe, do sexo feminino, e um pai, do sexo masculino, pois as funções psíquicas desses “entes” já estão sendo exercidas por duas pessoas do mesmo sexo.

– Não há regra geral, a criança costuma criar diferentes formas de nomear os pais, como: pai X e pai Y ou mãe X e mãe Y. Raramente uma criança chama um de “pai” e outro de “mãe”.

Segundo o pesquisador, a maneira como a criança percebe, valoriza e qualifica a realidade depende de como os pais transmitem sua própria maneira de entender essa realidade.

Aspecto jurídico
No Brasil, não há leis que regulamentem a adoção de crianças por casais homossexuais. Todas as decisões, nesse âmbito, são tomadas por meio da jurisprudência, ou seja, as decisões são baseadas em um conjunto anterior de decisões e interpretações da legislação por outros juízes.

Atualmente, não é permitido que um casal homossexual registre qualquer criança como filha ou filho. Apenas um dos companheiros ou companheiras homossexual, pelo menos 16 anos mais velho que a criança, pode assinar a adoção.

No entanto, em 2006, a Justiça emitiu uma certidão de nascimento em que um casal de homens gays, de Catanduva, interior de São Paulo, são os responsáveis pela paternidade de uma criança adotada. Decisão semelhante já havia beneficiado dois casais formados por mulheres – um em Bagé (RS) e outro no Rio de Janeiro (RJ).

Segundo Vieira, o principal empecilho para a regulamentação da adoção de crianças por casais homossexuais está no próprio Congresso Nacional.

– Alas do Congresso, como as conservadora e religiosa, em geral, comprometem a aprovação de leis que se referem à ampliação dos direitos dos homossexuais.

FONTE: R7

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Publicado por em 30 de Abril de 2011 em Homo/Bissexualidade

 

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Silas Malafaia pede que fiéis doem R$100 mil para pagar dívida de mais de R$ 1 milhão e meio

Silas Malafaia pede que fiéis doem R$100 mil para pagar dívida de mais de R$ 1 milhão e meio

O pastor Silas Malafaia apresentou aos espectadores de seu programa de televisão um pedido que, segundo ele, é importante e especial. Silas solicitou ofertas em um valor total de 1 milhão e meio de reais.

O valor, para alguns, exorbitante se deveria a um pagamento que o pastor teria de efetuar aproximadamente uma semana após o programa dos custos de manter todos os horários em canais de televisão de todo o país e até mesmo fora dele.

Como embasamento bíblico, Silas Malafaia leu e referiu-se diversas vezes a II Coríntios 9:10-11 e Provérbios 11:24-25. Segundo o pastor, os versículos justificariam que aquele que doasse ao ministério receberia uma contraprestação de Deus com o aumento da “fonte, e não da semente” – em outras palavras, Deus traria ao doador prosperidade.

Malafaia ainda disse que, por orientação de Deus, precisava de 3 pessoas que doassem acima de 100 mil Reais, 10 pessoas que doassem acima de 10 mil Reais e 50 pessoas que doassem acima de 1 mil Reais. Devido à urgência, o pastor pediu que as ofertas fossem enviadas por depósito bancário. Se, porém, as doações fossem de valor baixo, poderiam ser feitas através de boleto bancário retirado no site do ministério de Silas.

O pastor não esclarece se a dívida contraída por seu ministério (de onde surge a necessidade de 1 milhão e meio de Reais) é uma nova dívida ou antiga – e se antiga, porque neste momento o orçamento sofreu um déficit tão imenso que é necessário de forma urgente uma oferta em valor altíssimo, que equivale a pouco menos que 2753 salários mínimos.

Confira o vídeo:

Pregações em Porto Seguro

Durante a última semana o Pastor Silas Malafaia esteve em Porto Seguro, Bahia, para realizar pregações em um evento organizado pelo Apóstolo Rene Terra Nova. Para circular pela cidade o pastor teria alugado uma limosine no valor de R$7 mil a diária. Durante toda a semana jornais, sites e blogs da região registraram os passeios do pregador por Porto Seguro. Segundo os mesmos o Pastor Silas teria visitado vários restaurantes a beira-mar.

Abaixo uma foto da limosine alugada tirada enquanto o líder da Igreja Vitória em Cristo almoçava em uma churrascaria local:

Limusine usada por Silas Malafaia em Porto Alegre (foto: Jornal Bahia Online)

Procurada, a assessoria do Pastor Silas Malafaia nega a veracidade da informação.

 
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Publicado por em 30 de Abril de 2011 em Religião

 

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Alunos Gays estrelam campanha contra Homofobia em Escolas de Portugal

 

Uma aluna lésbica ou aluno gay cercado dos colegas de turma. Uma frase dizendo que está todo mundo bem com o fato de eles serem homossexuais. Assim é a campanha contra o bullying escolar, lançada em Portugal.

Além das peças digitais e cartazes, a Rede Ex Aequo, responsável pela campanha, disponibiliza no seu site material educativo para promover a inclusão social nas escolas portuguesas.

Um desses materiais é voltado para os professores. Também está disponível um conteúdo esclarecendo dúvidas sobre o assunto e colocado um e-mail à disposição para contato com os internautas.

Material educativo da Rede Ex Aequo: www.rea.pt/arquivo/professores.pdf

E-mail: geral@rea.pt

Website: www.rea.pt



Fonte: MundoMais

 
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Publicado por em 30 de Abril de 2011 em Homo/Bissexualidade, Política

 

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Nova polêmica: Dep. Jair Bolsonaro discute com Jean Wyllys na Câmara dos Deputados

“Eu não teria orgulho de ter um filho como você”, disse o parlamentar ao ex-BBB


Deputado Federal Jean Wyllys (à esquerda) e Jair Bolsonaro (à direita)

Membros da mesma comissão na Câmara dos Deputados, os deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ) e o ex-BBB e homossexual assumido Jean Wyllys (PSOL-RJ) trocaram farpas nesta quarta-feira (27) durante uma audiência pública sobre segurança pública.

A comissão de Direitos Humanos e Minorias recebeu o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para discutir propostas sobre o sistema nacional de segurança pública. Depois de uma explanação do ministro, o deputado Jean Wyllys usou uma das falas de Cardozo para se manifestar contra preconceito e racismo.

– O ministro disse que o crime tem muitas causas e uma das causas é o ódio, fruto do racismo e do preconceito. E esse ódio vem sendo estimulado nas redes sociais.

Wyllys citou casos de homossexuais assassinados pelo país para cobrar de Cardozo políticas públicas para “coibir o ódio na internet”.

– Estimular ódio e assassinato não é liberdade de expressão.

Inscrito para participar do debate, Jair Bolsonaro esperou ter direito a falar para criticar o Plano Nacional de Cidadania LGBT e o kit Escola sem Homofobia, apelidado pelo deputado de “kit gay”. O parlamentar disse que o conteúdo é pornográfico, estimula o homossexualismo entre crianças e concluiu dizendo que conhece pais que têm vergonha de ter filhos gays.

Interrompido pela presidente da comissão, Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), Bolsonaro negou que tenha ofendido algum parlamentar. Neste momento, Wyllys reagiu.

– O senhor me ofendeu porque eu sou homossexual assumido e me senti ofendido sim.

Bolsonaro respondeu:

– O problema é seu. Eu não teria orgulho de ter um filho como você.

Manuela interveio novamente e colocou fim ao bate-boca dizendo que não admitiria ofensas entre os colegas.

Quando teve a chance de falar novamente, o ministro Cardozo disse que discordava da opinião de Bolsonaro em relação ao Plano Nacional LGBT e defendeu o projeto dizendo que é uma arma importante para combater o preconceito das escolas.

Fonte: R7

 

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Os custos de um casamento real para o povo…

Texto escrito por: Raphael Garcia

…vai além do mero valor do dinheiro.

Não se sabe ainda quanto custará o casamento do Príncipe William com Kate Middleton, mas poucos se importam.

A família da noiva desembolsará 257 mil reais, enquanto a família real britânica arcará com o resto (e o Estado com os custos de segurança e outros…). O casamento de Lady Di com Charles custou pelo menos 48 milhões de dólares, este deve ser mais “em conta”, mas, ainda assim, é uma afronta.

Ao menos 12 milhões de dólares custará o casamento. Módico, não? São tempos de crise!

O dinheiro para a cerimônia sairá quase que exclusivamente dos bolsos do contribuinte. Exceto o valor pago pela família da noiva, todo o resto vem do povo, pois de onde será que vêm o dinheiro da família real, senão dos impostos? Qual o sentido na população de um país pagar pela vida de luxo de quem simplesmente nasceu achando ter este direito?

Mas este é o menor dos problemas. A economia do Reino unido receberá cerca de 1.35 bi de reais só com a compra de produtos comemorativos, turismo, alimentação e hospedagem de convidados, turistas, curiosos…

Isto, em teoria, serviria pra balancear a situação. O Estado gasta alguns milhões com um casamento e em troca o Estado recebe bilhões em divisas. Mas não é assim tão simples.

Em primeiro lugar, há a aberração inicial do povo ser forçado a sustentar o luxo de uma família real. Mas segundo pesquisas, o povo está satisfeito com a situação, então passemos adiante.

Em segundo lugar há o problema de que todos pagam imposto, irrestritamente, mas apenas alguns setores irão se beneficiar da entrada de capitais. Aqueles que foram demitidos durante a crise, ou que foram precarizados dificilmente se beneficiarão de qualquer nova entrada de divisas vindas do casamento. Este que pode fortalecer provisoriamente alguns setores da economia, mas não reerguer sua totalidade ou mesmo beneficiar a todos que pagam por ele.

Podemos ter a criação de empregos temporários durante o evento? Sim. Mas só isto, temporários.

E, o ponto principal, a crise mundial. O Reino Unido passa por uma crise imensa (uma crise mundial, claro), em que cortes de gastos vem precarizando diversos setores, como a saúde e a educação. Antes um modelo, a educação britânica vem sendo sucateada. Milhares de estudantes (cerca de 500 mil em um só dia) já marcharam por Londres para protestar contra os cortes que ainda farão o valor das universidades aumentar, possivelmente inviabilizando o acesso à educação superior para muitos.

E nada disto vai mudar com o casamento real. A educação continuará precarizada, a saúde continuará a sofrer ataques, os funcionários públicos demitidos continuarão sem empregos. Alguns setores da economia se beneficiarão? Sim. Mas pra isso TODOS terão de pagar. Todos pagam, uns se beneficiam e o recado está dado.

O recado de que a elite não se curvará frente à crise. continuará a ostentar e desfilar sua riqueza não importa o que aconteça.

Governos do mundo todo pedem contenção, austeridade, corte de gastos… Na Espanha uma imensa crise pelas viagens de primeira classe de Eurodeputados enquanto o povo recebe salários de fome.

Mas para a família real britânica e sua elite, pouco importa. Se o povo passa fome, se perde empregos, se não consegue ter educação ou saúde, não importa. Importante é o casamento real para que um grupo de desocupados continuem a demonstrar sua superioridade perante o povo que, como macacos amestrados, irão aplaudir, se emocionar e rezar para que os ricos fiquem ainda mais ricos.

Algumas horas depois, ou talvez alguns dias depois, a ficha cairá pra alguns, que voltarão às suas casas humildes e continuarão a procurar por emprego para sobreviver. Mas a maioria ficará eternamente hipnotizada pelo espetáculo midiático ímpar, que vende a riqueza como suprema felicidade, ou melhor, a riqueza dos outros como suprema felicidade.

Trata-se de mais do que o valor do casamento ou mesmo das divisas que retornarão e se multiplicarão, mas da imagem, da mensagem. Ostentação é a ordem, a moda e a crise deve ser enfrentada com gastos, com desperdício… Mas apenas pela elite! O povo deve continuar a apertar os cintos e proporcionar a felicidade dos que estão no andar de cima.

O mundo gira, mas continua no mesmo lugar.

 
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Publicado por em 28 de Abril de 2011 em Política

 

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Pastor Ricardo Gondim: “Deus nos livre de um Brasil Evangélico”

“Deus nos livre de um Brasil evangélico.” Quem afirma é um pastor, o cearense Ricardo Gondim. Segundo ele, o movimento neopentecostal se expande com um projeto de poder e imposição de valores, mas em seu crescimento estão as raízes da própria decadência. Os evangélicos, diz Gondim, absorvem cada vez mais elementos do perfil religioso típico dos brasileiros, embora tendam a recrudescer em questões como o aborto e os direitos homossexuais. Aos 57 anos, pastor há 34, Gondim é líder da Igreja Betesda e mestre em teologia pela Universidade Metodista. E tornou-se um dos mais populares críticos do mainstream evangélico, o que o transformou em alvo. “Sou o herege da vez”,  diz na entrevista que você poderá ler logo mais abaixo.

O pastor Ricardo escreveu um artigo (Para lê-lo na íntegra clique Aqui) falando do seu pavor em ver o Brasil se tornar um país completamente evangélico. Tentando se explicar, ele fala não contra o cristianismo, mas contra o movimento evangélico. Citando o que aconteceria na cultura e na ciência, o pastor prevê um verdadeiro caos nacional, a seguir alguns trechos do artigo:

“Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.

Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?3

Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam imp-’lacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?

Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.

Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.

Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?

Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.

Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.

Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.

Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.

Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.

O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.

Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.

Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.”

A seguir trechos de uma entrevista feita pela Revista Carta Capital com o pastor Ricardo, para ler na íntregra é só clicar AQUI

Carta Capital: Como o senhor define o perfil dos Evangélicos Brasileiros?

Ricardo Gondim: Extremamente eclético e ecumênico. Pela primeira vez, temos evangélicos que pertencem também a comunidades católicas ou espíritas. Já se fala em um “evangelicalismo popular”, nos moldes do catolicismo popular, e em evangélicos não praticantes, o que não existia até pouco tempo atrás. O movimento cresce, mas perde força. E por isso tem de eleger alguns temas que lhe assegurem uma identidade. Nos Estados Unidos, a igreja se apega a três assuntos: aborto, homossexualidade e a influência islâmica no mundo. No Brasil, não é diferente. Existe um conservadorismo extremo nessas áreas, mas um relaxamento em outras. Há aberrações éticas enormes.

CC: O senhor escreveu um artigo intitulado “Deus nos Livre de um Brasil Evangélico”. Por que um pastor evangélico afirma isso?

RG: Porque esse projeto impõe não só a espiritualidade, mas toda a cultura, estética e cosmovisão do mundo evangélico, o que não é de nenhum modo desejável. Seria a talebanização do Brasil. Precisamos da diversidade cultural e religiosa. O movimento evangélico se expande com a proposta de ser a maioria, para poder cada vez mais definir o rumo das eleições e, quem sabe, escolher o presidente da República. Isso fica muito claro no projeto da Igreja Universal. O objetivo de ter o pastor no Congresso, nas instâncias de poder, é o de facilitar a expansão da igreja. E, nesse sentido, o movimento é maquiavélico. Se é para salvar o Brasil da perdição, os fins justificam os meios.

CC: O senhor é a favor da união civil entre homossexuais?

RG: Sou a favor. O Brasil é um país laico. Minhas convicções de fé não podem influenciar, tampouco atropelar o direito de outros. Temos de respeitar as necessidades e aspirações que surgem a partir de outra realidade social. A comunidade gay aspira por relacionamentos juridicamente estáveis. A nação tem de considerar essa demanda. E a igreja deve entender que nem todas as relações homossensuais são promíscuas. Tenho minhas posições contra a promiscuidade, que considero ruim para as relações humanas, mas isso não tem uma relação estreita com a homossexualidade ou heterossexualidade.

CC: O senhor enfrenta muita oposição de seus pares?

RG:  Muita! Fui eleito o herege da vez. Entre outras coisas, porque advogo a tese de que a teologia de um Deus títere, controlador da história, não cabe mais. Pode ter cabido na era medieval, mas não hoje. O Deus em que creio não controla, mas ama. É incompatível a existência de um Deus controlador com a liberdade humana. Se Deus é bom e onipotente, e coisas ruins acontecem, então há algo errado com esse pressuposto. Minha resposta é que Deus não está no controle. A favela, o córrego poluído, a tragédia, a guerra, não têm nada a ver com Deus. Concordo muito com Simone Weil, uma judia convertida ao catolicismo durante a Segunda Guerra Mundial, quando diz que o mundo só é possível pela ausência de Deus. Vivemos como se Deus não existisse, porque só assim nos tornamos cidadãos responsáveis, nos humanizamos, lutamos pela vida, pelo bem. A visão de Deus como um pai todo-poderoso, que vai me proteger, poupar, socorrer e abrir portas é infantilizadora da vida.

CC: Mas os movimentos cristãos foram sempre na direção oposta.

RG: Não necessariamente. Para alguns autores, a decadência do protestantismo na Europa não é, verdadeiramente, uma decadência, mas o cumprimento de seus objetivos: igrejas vazias e cidadãos cada vez mais cidadãos, mais preocupados com a questão dos direitos humanos, do bom trato da vida e do meio ambiente.

Fontes: Carta Capital; Gospel Prime

 
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Publicado por em 28 de Abril de 2011 em Política, Religião

 

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Alemanha expulsa líder islâmico acusado de incitar violência contra Homossexuais

Líder religioso homofóbico é expulso por autoridades alemãs por incitar ódio contra a população.

por Redação MundoMais

O islâmico radical Ameena Abu Bilal Philips, expulso da Alemanha.
ALEMANHA – O visitante islâmico Ameena Abu Bilal Philips foi expulso do país por defender em público a condenação à morte de homossexuais. Philips, que nasceu na Jamaica e vive no Qatar, recebeu na quarta-feira passada sua ordem de expulsão e está proibido de regressar ao país. A medida veio depois que um vídeo publicado no YouTube do radical de 60 anos, foi denunciado para as autoridades alemãs.

Fazendo uso da lei que permite a expulsão de estrangeiros que “incitem ao ódio contra a população” ou defendem o uso da violência, a medida foi expedida enquanto o religioso se preparava para uma palestra para 2000 mulçumanos, em Frankfurt. Philips teve 3 dias para deixar o país. Dr. Ameena Abu Bilal Philips tem um programa de TV e também está banido do Reino Unido.

 

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