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Arquivos mensais: Junho 2011

QUEM NÃO VIU, VAI VER: Marília Gabriela conversa sobre sexualidade com a Psicanalista Regina Navarro

No programa “Marília Gabriela Entrevista” do canal GNT a Gabi entrevistou no dia 13 de Abril/2011 a psicanalista que é referência no assunto amor e sexo, Regina Navarro Lins.

Regina Navarro Lins dá conselhos às pessoas casadas e também fala sobre incesto e pedofilia

Com 37 anos de carreira, a especialista e autora de dez livros conversa sobre relacionamentos e dá sua opinião sobre o casamento. “Eu sempre digo que o casamento pode ser ótimo, mas as pessoas precisam reformular as expectativas que alimentam a respeito da vida a dois”, diz.

Casada há 10 anos, a psicanalista conta que vive em uma relação feliz e aponta qual é a maior dificuldade do casamento hoje em dia. “Qual é o maior problema do casamento? É o mito do amor romântico. Ele é uma mentira, é o amor calcado na idealização. Você inventa uma pessoa, atribui a ela características que ela não tem e traz uma ideia de fusão, que os dois vão se transformar em um só”, opina.

Regina aconselha aos casados uma mudança em relação às expectativas da relação. “As pessoas têm que começar a perceber que o outro é outra pessoa, com interesses próprios. O grande equívoco é o pacto de exclusividade, porque é mentiroso, as pessoas querem fazer de conta que acreditam nisso e não funciona”, afirma.

Ela também revela que os machões, além de serem os piores tipos de homem na cama, estão a cada dia perdendo mais ibope. “O mito da masculinidade está caindo por terra.”, diz a ela.

E completa: “Casamento é o lugar onde menos se faz sexo”. Entre outros temas, Gabi conversa ainda sobre a indústria da pornografia, homossexualidade, religião, androgenia, sex shops, a importância do cheiro na atração sexual e as mulheres modernas.

Durante a entrevista, a psicanalista também fala sobre incesto e pedofilia. Assista a esta excelente entrevista abaixo:

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Myrian Rios defende direito de demitir por justa causa funcionário que não seja Heterossexual

Fonte: Veja
Rafael Lemos, do Rio de Janeiro

Vídeo com discurso que associa homossexualismo a pedofilia já foi visto por 900 pessoas no Youtube. Em nota, deputada diz que foi mal interpretada

A atriz e deputada estadual Myrian Rios (PDT-RJ) virou protagonista de uma polêmica na internet. Na última sexta-feira, foi parar no Youtube um discurso dela no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) contra a aprovação da PEC 23/2007, que propõe acrescentar a orientação sexual às formas de discriminação previstas na Constituição do Estado do Rio de Janeiro. Entre os seus argumentos, a deputada afirma que a medida impediria que uma babá lésbica fosse demitida após praticar pedofilia contra as filhas de um casal.

“Digamos que eu tenha duas meninas em casa e contrate uma babá que mostra que sua orientação sexual é ser lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica, é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. Vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus até se ela não vai cometer pedofilia contra elas. E eu não vou poder fazer nada”, disse a deputada.

O discurso, que já foi visto mais de 900 vezes, foi gravado na última terça-feira, momentos antes da votação da PEC no plenário da Alerj. A proposta de emenda, que precisava de pelo menos 42 votos, recebeu apenas 38 a favor e 39 contra em primeira votação. A proposta não tem data para voltar ao plenário.

Em seu discurso, Myrian Rios defendeu o direito de demitir um funcionário pelo simples fato de ter uma outra orientação sexual. “Eu quero a lei para demitir sim. Para explicar que na minha casa a orientação sexual é outra”, afirmou a deputada, que ainda completou: “Essa PEC vem tirar o nosso direito de ser hétero”.

Com exceção de alguns trabalhos como apresentadora numa emissora católica, Myrian Rios está sumida da televisão. Seu último trabalho foi como a personagem Anita na novela O Clone, da TV Globo, atualmente em reprise durante a tarde. Nas últimas eleições, conseguiu tornar-se deputada estadual com a ajuda dos mais de 500.000 votos do apresentador Wagner Montes (PDT).

Nos 12 anos que passou casada com o cantor Roberto Carlos, Myrian Rios aprendeu a devoção religiosa, aderiu à Renovação Carismática da Igreja Católica e virou missionária. Em sua atuação parlamentar, sempre se apresenta como “mãe e missionária”.

No início da noite, a assessoria de Myrian Rios distribuiu a seguinte nota:

“Iniciei meu discurso de 21 de junho na tribuna da Alerj relatando a minha condição de católica, missionária consagrada da comunidade Canção Nova e, como tal, eu prego o respeito, o amor ao próximo, o perdão. Destaco que Deus ama a todas as pessoas, pois Ele não faz diferenciação. Em um dos trechos, afirmo: não sou preconceituosa e não descrimino (sic).

Repudio veementemente o pedófilo e jamais tive a intenção de igualar esse criminoso com o homossexualismo. Se entenderam desta maneira, peço desculpas. Conto na minha família com parentes e amigos homossexuais e os amo, respeito como seres humanos e filhos de Deus. Da mesma forma repudio a agressão aos homossexuais, pois nada justifica tamanha violência.

Votei contra a PEC-23 por minhas convicções e não contra este ou aquele segmento de determinada orientação sexual.”

 

 

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Na Genética: Quais as possíveis origens da Homossexualidade Humana?

Há diferentes estudos propondo bases genéticas para a homossexualidade e razões evolutivas para seu surgimento (consulte o Evolucionismo.org). O que os geneticistas sabem é que a homossexualidade é uma característica complexa, ou seja, recebe a influência de múltiplos genes e só se manifesta em condições ambientais específicas.

Para essas características, que são a maioria das características que temos – como altura, cor da pele, e orientação sexual – os geneticistas já sabem que é inadequado dizer que existem genes “PARA” estas características. O que é possível dizer é que há um componente de herança genética nestas características, que é quantificável. E também é possível fazer os estudos de associação ao longo de todo o genoma, para ver se as pessoas com determinada forma da característica em questão diferem geneticamente do resto da população.

Ou seja, não há aqui o determinismo genético da implicação um gene -> uma característica, como acontece em doenças causadas por alelos de herança dominante mendeliana.

Cena da novela "Amor e Revolução" do SBT - Luciana Vendamini (Loira) e Giselle Tigre (Morena)

Khytam Dawood, J. Michael Bailey e Nicholas G. Martin escreveram um capítulo sobre a genética da orientação sexual no livro “Handbook of Behavior Genetics” (Springer, 2009 – ISBN 978-0-387-76726-0; Cap. 19). Os parágrafos a seguir são baseados neste capítulo. Os autores são do Departamento de Psicologia e Centro de Genética do Desenvolvimento e da Saúde, Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA.

Qual é a frequência da homossexualidade? Em três estudos no Reino Unido, França e EUA, definida a homossexualidade como ao menos uma experiência homossexual em toda a vida, os números são, para homossexuais masculinos:

Reino Unido – 4,1%
França – 6,1%
EUA – 7,1%

Para homossexuais femininas, para as quais há menos estudos, a frequência costuma ser metade da frequência de homossexuais masculinos, sendo 1,3% nos EUA segundo um estudo.

Estes números baixam quando a homossexualidade é definida por uma experiência homossexual no ano anterior ou definida pela identificação da própria pessoa como gay.

A maioria dos estudos sobre a frequência da homossexualidade na população usa definições de comportamento como as mencionadas acima. Definições psicológicas, menos influenciadas pela pressão social, são as preferenciais para estudos de genética, porque presumivelmente as fantasias e manifestações psicológicas da libido são menos moldáveis culturalmente do que o comportamento – ou seja, do que o indivíduo efetivamente faz sexualmente.

Há três tipos de estudos preferenciais de genética do comportamento sexual. Cito dois deles:

1) Estudos familiais, em que se busca descobrir se o comportamento é agregado em famílias que o manifestam em comparação a outras.

Um estudo deste tipo, de 1986, mostrou que gays masculinos tinham um excesso de irmãos homossexuais – 22% de todos os gays da pesquisa, que não eram filhos únicos, tinham ao menos um irmão também gay, em comparação a 4% dos heterossexuais estudados. Logo, há um indicativo de que a homossexualidade é um “caso de família”, logo, tem algo a ver com herança, logo, possivelmente tem algo a ver com os genes.

Há estudos indicando uma tendência de homens gays a terem mais irmãos gays que irmãs lésbicas, e outros estudos indicando a tendência contrária em lésbicas – se confirmado, isso indica que ao menos parte dos fatores familiares determinantes para a homossexualidade masculina e a feminina são diferentes. Porém, o maior estudo familial até hoje, de 1993, não encontrou esta tendência.

Os estudos familiais indicam participação da herança genética, mas são inconclusivos sobre as diferenças entre a homossexualidade feminina e a masculina.

2) Estudos de gêmeos, que comparam se o comportamento em questão é manifestado mais em gêmeos monozigóticos (antes chamados univitelinos) que em gêmeos dizigóticos (antes chamados bivitelinos). Manifestação maior em gêmeos monozigóticos indicaria base genética porque eles são geneticamente idênticos.

É importante notar que estes estudos precisam assumir que os gêmeos foram criados num mesmo ambiente, para que a diferença entre eles não possa ser atribuída aos ambientes em vez de à herança genética.

Os geneticistas calculam um valor chamado concordância, que nada mais é que a proporção de pares de gêmeos em que a característica se manifesta nos dois em relação a todos os gêmeos estudados em que a característica se manifesta ao menos em um. Em dez estudos de homossexualidade, a média das concordâncias em gêmeos monozigóticos é 50% e nos dizigóticos é 14%, aproximadamente. A diferença é clara e estatisticamente significativa.

Outros estudos mais recentes dão valores diferentes, mas a tendência é: sempre que um gay tem um irmão gêmeo, é mais provável que o irmão gêmeo também seja gay se ele for gêmeo idêntico (monozigótico). Isso também corrobora participação de uma base genética na manifestação da orientação sexual, já que os gêmeos idênticos partilham praticamente 100% de seus genes, enquanto os gêmeos fraternos (dizigóticos) partilham 50% de seus genes como quaisquer outros irmãos.

Encurtando a história para não me estender demais, o que sugere a frequência de homossexuais e bissexuais nas populações humanas, bem como os estudos epidemiológicos de genética, é que há sim uma base genética para a propensão ao comportamento homossexual.

Sendo assim, pode-se dizer que este comportamento surgiu na evolução. Como? Há duas hipóteses principais.

1 – Homossexualidade como fruto de seleção sexualmente antagônica de genes ligados à orientação sexual, tendo como consequência aumento de fertilidade de mães:
http://evolucionismo.org/forum/topics/evolucao-e-homossexualidade

2 – Homossexualidade como produto de seleção de parentesco, tendo como consequência o aumento da aptidão pelo incremento no cuidado parental dado pelos tios e tias:
http://evolucionismo.org/profiles/blogs/casais-gays-e-formigas-a

Há muito para ser pesquisado, mas os indícios são suficientes para dizer que é no mínimo uma simplificação grosseira dizer que alguém escolhe ser gay, bissexual ou heterossexual.

Fonte: http://tiv.elivieira.com/post/5951422177/quais-sao-as-origens-da-homossexualidade

 

 

 
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Publicado por em 27 de Junho de 2011 em Homo/Bissexualidade

 

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O Estado é Laico, pero no mucho em São Paulo!

Fonte: Fiscais de Fiofó S/A

Orlando Morando

Projeto de Lei 256/2011 do Deputado Estadual Orlando Morando PSDB/SP que dispõe sobre a fixação de crucifixos em estabelecimentos de ensino

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO DECRETA:

Artigo 1º – Os estabelecimentos de ensino do Estado de São Paulo deverão fixar crucifixo no interior de suas instalações.

Parágrafo único – o crucifixo a que se refere o caput deste artigo deverá ser mantido em local e em tamanho de fácil visualização, em área de circulação.

Artigo 2º – As despesas decorrentes da execução desta lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias consignadas no orçamento vigente. (ou seja, você paulista não cristão também paga)

 

Artigo 3º – Esta lei entra em vigor na data da sua publicação.

JUSTIFICATIVA

Não pretendemos nos contrapor ao estado laico(laico, pero cristão of course como manda a Bíblia), mas pensamos sim em manter vivo o símbolo de fé daqueles que habitam o nosso querido Estado de São Paulo.

O crucifixo enriquece de significado a vida, o qual hoje em dia infelizmente não se dão tanto valor,além de ser um símbolo que representa a moralidade do povo brasileiro, de fortificação, adesão espiritual de DEUS PAI onipotente.(Ce não acredita em Deus? Então é imoral, percebeu? E não faz parte do povo brasileiro)

Assistimos, nos dias atuais, verdadeira degradação da família, fato que, incontestavelmente, contribui para a causa de diversos males, dentre eles o aumento da violência.

Da mesma forma, outros valores inerentes ao ser humano, como ética, moral, solidariedade, honestidade, fidelidade, gratidão, etc, também estão, paulatinamente, sendo destruídos. (Por esses ateus e não cristãos imorais)

Nossos antepassados nos legaram ensinamentos que devem ser preservados. O jargão “Deus, Pátria e Família” (Oi? TFP mandou lembranças)sintetiza o cerne dos valores que a humanidade deve cultuar de forma permanente, independente de credo ou religião.

A par da indiscutível liberdade religiosa que deve pautar as normas legais das sociedades modernas, inclusive com tolerância até mesmo do ateísmo(até mesmo essa imoralidade de ateísmo, viu como somos tolerantes?), não podemos permitir que o sentimento de minorias imponha normas a serem seguidas pela grande maioria das pessoas.

Não se deve confundir tolerância com concordância nem mesmo com aquiescência na adoção de hábitos que, indiscutivelmente, nada acrescentam para a qualidade de vida do ser humano.(Viu? Ateus e não Cristãos que não acrescentam nada para a humanidade, fiquem felizes que a gente até deixa vocês viverem. Bom mesmo eram os tempos das fogueiras)

Assim sendo rogo aos nobres pares a aprovação deste, por ser medida de relevância e justiça!

 
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Publicado por em 27 de Junho de 2011 em Religião

 

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Confirmado: trabalhador da Sadia supostamente homossexual foi empalado por “colegas” com mangueira de ar comprimido

Por Leonel Camasão

Após diversas dúvidas sobre a veracidade da informação, o Blog do Camasão confirmou a história: um trabalhador da Sadia, que não teve o nome divulgado, foi cruelmente empalado por “colegas” de trabalho com uma mangueira de ar comprimido, em Chapecó.  A agressão teria sido motivada por homofobia.

Na primeira versão da história, o site Gay 1 afirmava que a vítima tinha morrido após o empalamento. No entanto, tanto a empresa quanto o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Carnes (Sitracarnes) confirmam que a vítima está viva e passa bem.
Segundo o presidente do Sitracarnes, Jenir de Paula, quatro trabalhadores e uma trabalhadora participaram do crime. Os quatro homens imobilizaram a vítima, enquanto a mulher introduziu a mangueira de ar comprimido no ânus do trabalhador, ligando-a posteriormente. O crime ocorreu na madrugada do dia 9 de junho.
A assessoria de imprensa da Sadia, por meio de nota enviada ao Blog do Camasão, classificou o ocorrido como “brincadeira entre colegas no interior da unidade”, onde um dos envolvidos, “acabou se acidentando com um equipamento e sentiu desconforto no abdômen”.
Segundo a nota, a vítima foi encaminhada a um hospital da cidade, e depois liberado. A empresa informa ainda que “adotou medidas administrativas para averiguação dos fatos e assegura que não se trata absolutamente de um caso de homofobia”. A nota ainda diz:

Por entender que brincadeiras em determinadas áreas da unidade e em horário de expediente configuram ato de indisciplina, a empresa tomará as medidas cabíveis em relação aos envolvidos no ocorrido, com base no Código de Ética e de Disciplina Interna e na legislação vigente.

A empresa reitera que as políticas e os procedimentos relacionados a direitos humanos estão contemplados em seu Código de Ética, que é compartilhado a todos os funcionários que ingressam na companhia.
São valores da empresa: o Compromisso com a diversidade e aceitação das diferenças e a Integridade como base de qualquer relação.

“Foi um ato de barbaridade”

O presidente do Sintracarnes, Jenir de Paula, classificou o caso como “ato de barbaridade” contra o trabalhador. Ele esteve com a vítima no hospital,  e confirmou o empalamento. Ele afirma que o sindicato vai pedir um Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT), para garantir os direitos da vítima. “Não teve nada de brincadeira nesse caso. Foi um ato de barbaridade”, afirmou. Entretanto, Jenir afirmou que o sindicato desconhece se a vítima era ou não homossexual.

Jenir também confirma que os cinco envolvidos foram demitidos por justa causa. O sindicalista também afirma que a empresa não dá treinamento nem mantém sinalização de perigo ao redor do equipamento, para avisar que ele é perigoso.

O que é um empalamento?

Empalamento ou empalação é uma método de tortura e execução que ficou famoso no século 15. O método consiste na inserção de uma estaca no ânus, vagina, ou umbigo até a morte do torturado.

Esse tipo de tortura, altamente cruel, foi vastamente utilizada por diversas civilizações no mundo inteiro, sobretudo da Arábia e Europa. O método foi muito utilizado pelo conde romeno Vlad da Valáquia, que ganhou fama por empalar seus inimigos, e ficou conhecido pelo titulo o Empalador (Vlad III, o Empalador) ou, em romeno, Vlad Ţepeş. Vlad, que também parecia apreciar as empalações em seus horários de refeições, inspirou Bram Stocker para seu notório livro Drácula.

 
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Publicado por em 15 de Junho de 2011 em Discriminação, Homo/Bissexualidade

 

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“…e eu gosto de meninos e meninas..” – A Bissexualidade na sociedade

Texto de: * Giselle Jacques, jornalista, cineasta, escritora e autora do livro de temática gay A Casa da Montanha (contato: thendara@gmail.com)
Fonte: Blog Subvertendo Convenções

Estava eu conversando dia desses sobre bissexualidade e o assunto me chamou a atenção, dadas as conjunturas sociais comumente aceitas. É, aceitas! Parece incrível, mas a bissexualidade é menos rejeitada socialmente do que a homossexualidade propriamente dita.

Segundo a Wikipédia, bissexual é aquele indivíduo que sente “atração física e emocional por pessoas tanto do mesmo sexo quanto do oposto, com níveis variantes de interesse por cada um, e à identidade correspondente a esta orientação sexual”. Ou seja, meninos e meninas que gosta de meninas e meninos. Confere?

Todavia, em termos “morais”, mesmo tendo atração pelo mesmo sexo em boa porcentagem das vezes, uma pessoa bissexual não é vista como uma aberração tão assustadora, ou tão diabólica, quanto o homossexual. E isso é histórico. Explico: Era comum aos senhores de terras manterem suas esposas e suas amantes, mas também seus “escravos de alcova” para diversão. Ninguém reclamava. Era comum gregos e romanos, casados e pais, terem efebos sob sua proteção, ou seja, meninos a quem educavam e com quem mantinham relações homoafetivas. No oriente médio, grandes marajás (ou algo do tipo) mantinham mulheres e homens em seus haréns. Ninguém os chamava de veados. Essa “vista grossa” ainda perdura, de certa maneira. Uma espécie de concessão velada a práticas ditas amorais.

No que diz respeito a mulheres, a hipocrisia social vai bem mais longe. Alguns autointitulados especialistas até afirmam que todas as mulheres tem um quê homoerótico e que, assim, a bissexualidade feminina é latente. Menina beijar menina pode, em festas e ambientes socialmente favoráveis. Os meninos até gostam, não é verdade? Numa transa a três, é permitido e incentivado que as meninas se toquem. Afinal, é um joguinho inofensivo, e elas acabam mesmo transando com o menino.

Até pra sair do armário as pessoas ainda usam a tática de “Mãe, pai, eu sou bi”. A tendência pelos dois gêneros é um atenuante ao “Mãe, pai, eu sou gay”. Cansamos de ver garotos que tentam e tentam se relacionar com garotas, ou garotas que se esforçam por gostar de garotos. Não seria isso uma autorrepressão? Não seria quase “homofobizar-se”? É mesmo necessário se passar por bissexual? Qual o limite verdadeiro entre o bi e o homo? Como explicar a um/uma adolescente que ele/ela pode, sim, gostar de ambos os sexos?

O próprio Relatório Kinsey classificou o total da população americana entre 60 e 70% de bissexuais, pelos parâmetros da pesquisa da época. Na minha opinião, é um tema muito pouco falado nos meios de comunicação de que dispomos. Eu chamaria de tabu o assunto bissexualidade. Esse comportamento, esses quereres, com certeza dão um nó na mente de qualquer um. Não é um desvio comportamental, não é ser hétero, não é ser gay.

Então, o que seria? Alguém responde essa?

 
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Publicado por em 5 de Junho de 2011 em Homo/Bissexualidade, Reflexões

 

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