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Arquivos mensais: Agosto 2011

Lésbicas: orgulho e visibilidade

Fonte: Blog do Camasão
Por Ivone Pita (@ivonepita)

 

Somos lésbicas. Somos mulheres que vivem sem homens em um mundo machista e de mentalidade patriarcal.
Somos mulheres que subvertem a ordem do sexo frágil, da dependência e da subserviência. Somos mulheres que não seguem o “manual de boas práticas femininas”, que dita modos de vestir, de agir, de falar, de ser e estar no mundo. Somos revolucionárias na acepção própria da palavra: fazemos uma transformação radical na estrutura da sociedade. Estamos onde supostamente mulheres não deveriam estar.
É ainda espantoso para muitos, por exemplo, aceitar que duas mulheres possam viver sem um homem. Como vão resolver tarefas cotidianas tidas como masculinas? Não irá lhes faltar força? Jeito? Tino? Há ainda as tentativas de ridicularizar, diminuir e não reconhecer nossa sexualidade. Há uma desqualificação fálica de nosso sexo. Para machistas de carteirinha – e uniforme completo! – lésbicas não trepam de verdade, apenas brincam de se esfregar. Sim, meninas, como se fosse pouco e somente o que fizéssemos.
Mas a despeito das agressões e desqualificações, seguimos subvertendo a ordem, desconstruindo certezas e quebrando o que estaria estratificado.Entretanto, sem orgulho, nada disso é possível. Sem orgulho, nos encolhemos, nos escondemos, deixamos a vida passar. Sem orgulho, não nos fazemos visíveis e sem visibilidade é como se não existíssemos. E, assim, nenhuma revolução acontece, nenhuma revolução é possível. Por outro lado, sem visibilidade não promovemos o orgulho. Somente a partir do momento em que nos tornamos visíveis por sermos nós mesmas, é que somos plenamente orgulhosas de sermos quem somos. E para isso é preciso coragem.
Vivemos em uma sociedade que insiste em dizer qual é o lugar da mulher, como deve ser sua inserção social e como deve se comportar. Sendo lésbica, melhor nem existir, pois não cabemos nos papéis destinados à mulher. E é assim que cotidianamente a sociedade nos diz que deveríamos nos envergonhar de ser quem somos e esconder nosso amor. É assim que a sociedade insiste em nossa invisibilidade, pois o que não se vê, não existe, não incomoda, não subverte.Quando permanecemos invisíveis, contribuímos com a manutenção da discriminação e da violência, motivos pelos quais muitas mulheres optam por uma vida de anulação e silêncio. Contribuímos com a lesbofobia, pois não dizemos ao mundo que estamos em todos os lugares, em todas as profissões, em todas as famílias, em todos os cargos. Não dizemos que somos mães, filhas, avós, tias, irmãs, empregadas domésticas, médicas, advogadas, professoras e toda sorte de representação e inserção social.

Visibilidade: Em 2011 o SBT exibiu o primeiro beijo lésbico de uma novela Brasileira

Não ajudamos outras mulheres a se revelarem, a se assumirem, a serem plenas. Assinalando nossa existência, derrotamos o medo do desconhecido, a discriminação e o ódio alimentado pela perversidade delirante – e nada inocente – de lésbicas destruidoras de família. Existindo publicamente, abordamos questões que nos são específicas e combatemos o sexismo.A invisibilidade é uma grande violência contra nós lésbicas. Na mídia, por exemplo, o foco são os homossexuais masculinos.

A violência homofóbica é tratada como um fenômeno que atinge somente homens. Mas nós mulheres, se não estamos nos jornais como vítimas de violência física especificamente por nossa sexualidade, isso ocorre apenas pela violência do silenciamento: seja pela invisibilidade auto-imposta, por medo, seja pela falta de estatística específica. Aliás, não temos dados específicos de coisa alguma e raros registros de nossa história. E daí a imensa importância do coletivo. Para enfrentar os desafios que nos são apresentados e superar tanta opressão, não há como avançar individualmente, a única forma de alterarmos o ciclo perverso de invisibilidade e descaso é pela união de nossas vozes, de nossa força.
A única saída possível é nos organizarmos e lutarmos. E isso depende de cada uma de nós, não de agentes externos. Nós temos direito à existência, a uma vida completa, à cidadania plena, à visibilidade. Podemos e devemos ser felizes. Plenamente felizes.A visibilidade lésbica cotidiana é que derrubará a censura que nos é imposta e o cerceamento de nossos afetos e desejos, portanto, realize algo grandioso: torne-se visível, desafie a opressão e o autoritarismo da normatividade, pois é assim que escreveremos nossa história, uma nova história, e construiremos uma sociedade mais justa, mais solidária, democrática e plural.
 
 

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O assassinato de dois amigos e o oportunismo Homofóbico do ativista Evangélico Júlio Severo

Fonte da notícia: Click 21

Lucas Cintra Zanetti Rosseti é suspeito de ter matado dois homens em São Paulo

DA REDAÇÃO CLICK21 – Lucas Cintra Zanetti Rosseti, o jovem de 21 anos suspeito de ter matado dois homens em um apartamento na rua Oscar Freire, zona oeste de São Paulo, escreveu no serviço de microblog Twitter que queria cometer um crime. “Acordei com vontde de cometer um crime, o de pena mais longa!”. A afirmação foi escrita há 42 dias na página de Lucas Cintra Zanetti Rosseti.

A prisão preventiva de Rosseti já foi pedida. Segundo a polícia, estão sendo feitas buscas na cidade de Franca, interior de São Paulo, onde estaria o suspeito. Também foram pedidas imagens da rodovia entre a capital e o município do interior.

O modelo Murilo Rezende, de 21 anos, e o dono do apartamento Eugenio Bozola, de 52 anos, foram encontrados mortos no local nesta terça-feira (23).

Mister Piauí, Murilo Rezende foi encontrado morto (era Heterossexual)

Policiais rastrearam mensagens postadas por ele na internet e encontraram alusões à homofobia uma das linhas de investigação sobre a causa do assassinato. Em uma das mensagens ele diz “Ainda bem que homofobia não é crime”.

O jovem ainda nega em sua página que seja homossexual: “eu nao sou gay, sou um espião! hahaha” e diz estar “infiltrado no mundo gay”.

Em diversas publicações, Rosseti mostrou ser uma pessoa violenta, como nas afirmações: “sou muito vingativo e jogo sujo se necessario. A vida me fez assim”; “to com vontade de agredir alguen! candidatos?” ou “meu carro chega dia 25 e eu vou atropelar mtas pessoas nessa cidade desgraçada!”

O crime

Lucas Cintra Zanetti Rosseti nasceu em Igarapava, a 459km de São Paulo. Filho de um fazendeiro, conheceu o analista de sistemas Eugênio Bozola, de 52, seu conterrâneo. O jovem foi convidado a passar uma semana no apartamento que o analista dividia com o modelo Murilo Rezende da Silva, de 21 anos, na Rua Oscar Freire, zona oeste de São Paulo. Segundo a polícia, Lucas dormiu sob o mesmo teto que o modelo e o analista durante uma semana e os esfaqueou na noite de segunda-feira.

O DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) esclareceu o duplo homicídio em menos de 48 horas. A motivação do crime ainda não está clara, mas a polícia acredita que Lucas não queria voltar para sua cidade natal. O retorno do jovem estava programado para segunda-feira, mas ele se recusou a voltar e discutiu com o analista.

Os atritos com Murilo também teriam contribuído para que Bozola forçasse o rapaz a voltar para Igarapava. O modelo desabafou para a namorada Janaína Sampaio que estava incomodado com a presença do novo hóspede e  eles haviam tido “problemas”. A informação foi confirmada por testemunhas que contaram à polícia que Murilo reclamou do sumiço de um perfume. Pela internet, Janaína pediu para o namorado cuidar de suas coisas. O assassino levou computadores, celulares e máquinas fotográficas do apartamento.

Segundo a polícia, o crime não foi premeditado porque Lucas deixou roupas sujas de sangue no apartamento e fugiu com o carro da vítima. O veículo passou por um pedágio no município de São Simão e a polícia acredita que o jovem esteja escondido naquela região.

A investigação aponta que as mortes ocorreram depois das 22h. Várias pessoas estiveram em uma festa que acontecia no apartamento naquela noite, mas Rosseti teria agido sozinho.

Pela dinâmica traçada pelos investigadores, as vítimas foram dopadas e Murilo foi o primeiro a ser morto. A polícia apreendeu caixas de um antidepressivo. Segundo  o fabricante, a superdosagem causa torpor e perda dos sentidos – sintomas relatados por Murilo em mensagem à namorada horas antes de ser assassinado.

Com o sangue da dupla, Lucas escreveu “CV” (Comando Vermelho) e “viado” nas paredes. Segundo a polícia, a intenção era induzir  um crime com  motivação homofóbica. A polícia pediu a prisão temporária de Lucas, que está foragido.

Na quarta-feira (24), a ex-namorada de Lucas, Catarina Rodrigues, afirmou que recebeu mensagens do rapaz momentos antes da morte.

Catarina e Rezende namoraram por quatro meses. Segundo ela, os dois se conheceram no Rio de Janeiro, cidade onde o modelo viveu antes de se mudar para São Paulo e estavam tentando reatar o relacionamento.

Durante entrevista, a ex-namorada disse que Rezende e Bozola não tinham um caso amoroso.

O OPORTUNISMO HOMOFÓBICO DO ATIVISTA EVANGÉLICO JULIO SEVERO, FORAGIDO DA JUSTIÇA BRASILEIRA.

Júlio Severo que adora bater cabelo e fazer carão, apesar de parecer muito com a "Vanessão" (Joguem no Youtube) não é travesti. Ele odeia quem não é heterossexual e defende que Gays e Bissexuais sejam criminalizados, tudo em nome do "Amor Cristão".

Neste momento, um ativista Evangélico –  rejeitado por muitos do seu “meio” religioso por suas neuroses  e obcessões – aproveita-se do acontecido para destilar ainda mais o seu ÓDIO contra Homossexuais, sempre disfarçado de “Amor Cristão”,o mesmo amor que matou centenas de pessoas durante a idade média, valendo lembrar que em seu canal do You Tube, ele defende a criminação da Homossexualidade e Bissexualidade no Brasil.

Em seu blog usado apenas com intuito de criar uma guerra – que só existe na mente doentia dele – entre individuos que são Heterossexuais e os que não são – Júlio Severo age de maneira oportunista, usando-se de meias informações – meias verdades – para dar base a sua “Toeria da conspiração”. A imprensa e pessoas proximas ao modelo morto e do assassino deixam claro que tais eram Heterossexuais, diferentimente do que é afirmado pelo o ativista, que diga-se de passagem é foragido da Justiça Brasileira.

QUEM É JULIO SEVERO (Ativista Evangélico que ODEIA Gays e está fugindo da Justiça Brasileira)?

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Publicado por em 28 de Agosto de 2011 em Homo/Bissexualidade, Religião

 

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Estudo mostra que o desejo Bissexual existe

Fonte: Extra Online

Pesquisadores da Northwestern University encontraram evidências científicas de que alguns homens que se identificam como bissexuais são, de fato, sexualmente excitados por homens e mulheres

A constatação não é surpresa para bissexuais, que, há muito tempo, afirmam que a atração erótica, muitas vezes, não se limita a um sexo. Mas por muitos anos a questão da bissexualidade tem intrigado cientistas. Um estudo amplamente divulgado, publicado em 2005, também feito por pesquisadores da Northwestern University, relatou que “em relação à excitação sexual e atração erótica, a bissexualidade masculina existe e pode ser comprovada.”

Mas o estudo pareceu também apoiar o estereótipo de homens bissexuais como homossexuais enrustidos. Agora, num novo estudo, publicado online na revista Biological Psychology, os pesquisadores tiveram critérios mais rigorosos de selecção dos participantes. Para melhorar suas chances de encontrar homens estimulados por mulheres, assim como homens estimulados por homens, os pesquisadores recrutaram sujeitos de espaços on-line especificamente dedicados a promover encontros entre bissexuais.

Os pesquisadores também exigiram que os participantes tivessem experiências sexuais com pelo menos duas pessoas de cada sexo e um relacionamento romântico de no mínimo três meses com pelo menos uma pessoa de cada sexo.

No estudo de 2005, por outro lado, os homens foram recrutados através de anúncios em publicações gays e alternativas e foram identificados como heterossexuais, bissexuais ou homossexuais, critério baseado em respostas a um questionário padrão.

Em ambos os estudos, os homens assistiram vídeos eróticos feitos para homens e mulheres, mostrando intimidade com ambos os sexos, enquanto sensores genitais monitoravam suas respostas em termos de ereção. Enquanto o primeiro estudo relatou que os bissexuais geralmente tinham reações físicas que se assemelhavam às de homossexuais em suas respostas, o novo estudo encontrou os homens bissexuais que responderam fisicamente aos dois tipos de vídeos, masculinos e femininos. Já os homens gays e heterossexuais que participaram do estudo não apresentaram a mesma resposta física, independentemente do vídeo exibido.

Ambos os estudos também descobriram que os bissexuais relataram excitação subjetiva para ambos os sexos, não obstante as suas respostas genitais.

— Alguém que é bissexual pode dizer, ‘Bem, não posso acreditar” — comentou Allen Rosenthal, o principal autor do estudo da Northwestern University, estudante de doutorado em psicologia na universidade. — Mas esta será a resposta a muitos homens bissexuais que tinham ouvido falar sobre o trabalho anterior e que sentiram que os cientistas não os estavam reconhecendo.

O estudo da Northwestern é o segundo publicado este ano para relatar um padrão distinto de excitação sexual entre os homens bissexuais. Em março, um estudo na revista Archives of Sexual Behavior relatou os resultados de uma abordagem diferente para a questão. Como no estudo de Northwestern, os pesquisadores mostraram aos participantes vídeos eróticos de dois homens e duas mulheres. Os participantes foram também monitorados genitalmente, assim como sua excitação subjetiva. Os vídeos também incluíram cenas de relações sexuais entre homens, assim como entre uma mulher e outro homem,.

Os pesquisadores Jerome Cerny, professor de psicologia aposentada da Indiana State University, e Erick Janssen, cientista sênior do Instituto Kinsey descobriram que os homens bissexuais eram mais suscetíveis do que os heterossexuais ou gays a experimentar excitação tanto genital e quanto subjetiva, enquanto assistiam esses vídeos.

A Dra. Lisa Diamond, professora de psicologia da Universidade de Utah e especialista em orientação sexual, disse que os dois novos estudos, em conjunto, representaram um passo significativo para demonstrar que os bissexuais têm padrões de excitação específica.

— Entrevistei um monte de pessoas sobre como é desanimador quando seus próprios familiares acham que eles estão confusos ou passando por uma fase ruim ou em negação de sua condição sexual — disse ela. — Estas linhas convergentes de evidências, usando diferentes métodos e estímulos dá-nos a confiança científica para dizer que a condição bissexual é algo real.

Os novos estudos são relativamente pequenos em tamanho, tornando-se difícil traçar generalidades, especialmente desde que os homens bissexuais podem ter níveis variados de atração sexual, romântico e emocional para os parceiros de ambos os sexos.

Os estudos não revelam nada sobre os padrões de excitação entre as mulheres bissexuais. O estudo incluiu 100 homens selecionados pela Northwestern, estritamente divididos entre bissexuais, heterossexuais e homossexuais. O estudo feito por Archives of Sexual Behavior incluiu 59 participantes, entre eles 13 bissexuais confessadamente.

O novo estudo da Northwestern foi financiado em parte pelo Instituto Americano de Bissexualidade, um grupo que promove pesquisa e educação sobre bissexualidade. Ainda assim, defensores expressam sentimentos mistos sobre a pesquisa.

Jim Larsen, 53 anos, presidente do Projeto de Organização Bissexual, grupo de defesa baseado em Minnesota, disse que as descobertas poderiam ajudar bissexuais ainda estão lutando para aceitar a si mesmos.

— É ótimo que os cientistas publiquem a afirmação que a bissexualidade existe. Tendo dito isso, eles estão provando o que nós, na comunidade, já conhecemos. Eu acho que é lamentável que alguém duvide de um indivíduo que diz: ‘Isto é o que eu sou e quem eu sou.”

Ellyn Ruthstrom, presidente do Centro de Recursos Bissexuais em Boston, repetiu desconforto Larsen.

— Assim é a sexualidade e são as relações de estimulação sexual. Os pesquisadores querem enquadrar a atração bissexual em uma pequena categoria — você tem que ser exatamente o mesmo, atraído por homens e mulheres, e então você é bissexual. Isso é um absurdo. O que eu amo é que as pessoas expressam sua bissexualidade em tantas maneiras diferentes.

Apesar de seu louvor ao cuidado com a nova pesquisa, Dr. Diamond também observou que o tipo de excitação sexual testada nos estudos é apenas um elemento de orientação sexual e de identidade. E simplesmente interpretar os resultados sobre a excitação sexual é complicado porque o monitoramento da resposta genital para imagens eróticas em um ambiente de laboratório não pode replicar uma real interação humana, acrescentou.

— A excitação sexual é uma coisa muito complicada. O fenômeno real no dia-a-dia é extremamente confuso e multifatorial…

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Publicado por em 28 de Agosto de 2011 em Homo/Bissexualidade, Sexualidade

 

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Bolívia condena grupo cristão conservador a 15 anos de prisão por mais de cem estupros

da BBC Brasil

Um tribunal da Bolívia condenou sete integrantes de um grupo cristão conservador e isolado a 25 anos de prisão pelo estupro de mais de cem mulheres. Os homens, membros de um grupo menonita, foram condenados por sedar secretamente as suas vítimas antes dos ataques sexuais.

Os menonitas sedavam famílias inteiras

 

O advogado das vítimas diz que a comunidade de mais de 2 mil menonitas onde ocorreram os estupros aprovou a sentença. O grupo segue um código moral restrito e rejeita invenções modernas, como automóveis e eletricidade.

Um oitavo homem foi condenado a 12 anos e meio de prisão por fornecer os sedativos usados para drogar as mulheres. A decisão do júri foi unânime.

Os estupros ocorreram entre 2005 e 2009 na comunidade menonita de Manitoba, a 150 km a nordeste da cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra, no centro do país.

Os réus foram acusados de borrifar, dentro dos quartos de suas vítimas, uma substância derivada da planta beladona, normalmente usada para anestesiar vacas.

Ao aplicar o sedativo, através das janelas e à noite, os acusados acabavam sedando famílias inteiras. Depois, segundo a acusação, os homens estupravam mulheres e meninas. A vítima mais jovem tinha nove anos de idade.

O número exato de mulheres estupradas não é claro. Algumas mulheres não se lembram de ser violentadas, enquanto outras temem ser hostilizadas em sua comunidade, segundo o advogado Oswaldo Rivera.

Rivera afirma que quase 150 mulheres participaram do processo judicial, mas ele acredita que outras 150 podem ter sido estupradas e, depois, ficado muito constrangidas para fornecer provas.

O promotor Freddy Perez diz que os anciãos da colônia menonita suspeitavam que algo estava errado quando se perguntaram por que um integrante da comunidade estava acordando muito tarde pela manhã. Com isso, eles decidiram segui-lo. O suspeito foi então encontrado pulando para dentro da casa de uma das vítimas por meio de uma janela.

O correspondente da BBC em Santa Cruz de la Sierra, Mattia Cabitza, disse que encontrar provas dos estupros foi difícil devido ao isolamento e à estrutura patriarcal dos menonitas.

Os condenados também foram acusados de ameaçar os pais de algumas das vítimas, caso os denunciassem. Muitas das vítimas falam apenas baixo alemão, a língua que falavam os primeiros menonitas, e nunca aprenderam espanhol.

As igrejas menonitas descendem de comunidades protestantes da Europa. Acredita-se que elas tenham 1,5 milhão de seguidores em todo o mundo. Os menonitas seguem os ensinamentos de Menno Simons, um líder religioso do século 16, originário do que hoje é a Holanda.

Embora muitos deles sejam impossíveis de distinguir de seus vizinhos, e tenham crenças religiosas muito semelhantes à maioria dos grupos evangélicos e protestantes, outros rejeitam a vida moderna e vivem em comunidades isoladas.

Segundo o correspondente da BBC, a colônia de Manitoba, onde ocorreram os estupros, é uma comunidade ultraconservadora, sem ruas pavimentadas ou eletricidade.

Seus integrantes se vestem com roupas tradicionais menonitas, e usam carroças puxadas por cavalos para se transportar.

Fonte: Paulo Lopes

 
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Publicado por em 27 de Agosto de 2011 em Sem categoria

 

Sexo combina com amizade?

Alguns acreditam que os prejuízos são grandes e outros defendem essa ideia

Júlia vive um grande conflito em relação à sua amizade com Sávio: “Somos amigos e confidentes há muitos anos. Acho até que ele é a pessoa em quem mais confio. No final do ano passado, Sávio disse que sente tesão por mim e que se eu também sentir por ele, não vê motivo para não fazermos sexo. Na hora, achei que não tinha nada a ver. Mas agora tenho pensando nisso. Meu único medo é que, se transarmos, a nossa amizade acabe.”

Muitos têm a mesma preocupação que Júlia. Pensando nisso lancei a pergunta no meu site: É possível misturar sexo com amizade? Esta questão e as respostas obtidas fazem parte do livro “A Cama na Rede”, que lancei no final do ano passado.

Alguns acreditam que os prejuízos são grandes:

“Será que alguém consegue manter uma amizade, só amizade, sem que a relação sexual com o amigo torne-se um amor grande e profundo? Duvido! Se nesta relação houver um ardor muito grande e uma união carnal voluptuosa, a coisa ‘esquenta’ e não permanece puramente no plano das visitas ocasionais. Onde entra o sexo, pelo menos no caso feminino, as emoções crescem e a necessidade de um pelo outro também. Torna-se então muito difícil esperar que o telefone toque ou que ele a procure.”

“Estou vivendo uma relação de amizade e sexo e uma coisa eu digo: no começo é tudo maravilhoso, só que eu descobri que não quero só amizade. Além de tudo ele é casado e eu sei que vou sofrer bastante para sair desse relacionamento. Sei também que perdi o amigo.”

“Acredito que é muito difícil misturar amizade e sexo. Quando amigos decidem manter relações, as cobranças vêm como consequência. O grande problema é: como começar a namorar outra pessoa sem abalar a amizade? Neste momento estou vivendo isso: transo com minha melhor amiga e quero namorar outra pessoa. Estou sem conseguir raciocinar.”

“Quem é que disse que amizade e sexo podem se misturar? Ridícula essa ideia. Uma coisa jamais combinou com a outra, por mais que as ideias ‘modernosas’ de hoje tentem negar isso. Qualquer ser humano sabe que se você tem amizade com alguém e transa com esta pessoa, a amizade fica esquisita.”

Outros defendem essa ideia:

“Eu fiz sexo com um amigo e foi ótimo, ele se mostrou um excelente amante, além da segurança de se estar com alguém conhecido.”

“Já tive sexo com um grande amigo. Acredito que amor e sexo são dois sentimentos que nem sempre estão juntos, portanto, podemos ter só amizade por uma pessoa e desejá-la sexualmente. Pode-se levar esta amizade tranquilamente, sem preconceitos e cobranças, pelo resto da vida, desde que haja sempre o alicerce principal entre os dois envolvidos que é sem dúvida nenhuma, o respeito.”

“Tenho um relacionamento sexual intenso com um grande amigo. É perfeitamente possível não abalar a amizade. Há muito respeito entre nós, somos amigos e somos grandes amantes, mas uma coisa não atrapalha a outra. Não há cobrança, só respeito e amizade.”

“Eu tenho uma amiga de confidências, e já transamos algumas vezes. Temos uma atração física muito forte e quando nos encontramos, dependendo das circunstâncias, vamos para a cama. Mas somos totalmente independentes e respeitamos se o outro arrumar namorado (a), o que está ocorrendo no momento. Ela está namorando, mas mesmo assim somos bons amigos. Sabemos que se o namoro terminar podemos voltar para a cama. Assim é muito bom, sem compromisso social, que é o grande vilão nos relacionamentos dos casais.”

“Tenho um ótimo amigo… nos conhecemos na faculdade. Há seis anos ele tem uma namorada. Também tenho namorado, mas quando estou sozinha o procuro para conversar e sempre a gente acaba transando. Ele não me liga no outro dia, porque somos somente amigos. Nossa amizade é linda e eu o adoro. Na minha festa de casamento ele vai estar lá! Sempre será meu amigo. E pode ser que a gente continue a transar.”

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Apesar de as mentalidades estarem mudando, muitos ainda acreditam que quem mistura amizade com sexo perde o amigo e o amante. É uma ideia muito difundida, que tem como origem a associação que se faz entre amor romântico e sexo. Há quem defenda que para haver sexo é necessário se estar vivendo um romance com tudo o que ele inclui: ciúme, possessividade, pavor que o outro se interesse por alguém, medo de ser trocado.

Essa crença de que amor e sexo têm que estar sempre juntos atinge principalmente a mulher. O homem não foi educado para ter que juntar as duas coisas. Muitas mulheres defendem que é da natureza feminina só desejar sexo quando existe amor, em mais uma manifestação de apoio à limitação da sexualidade da mulher.

Na realidade, amor e sexo são impulsos totalmente independentes, e é possível se experimentar prazer sexual pleno totalmente desvinculado das aspirações românticas. Entretanto, ninguém pode esquecer que existe muito amor nas relações de amizade verdadeira. Não a mentira do amor romântico – que prega que os dois se transformam num só e que nada mais no mundo interessa –, mas aquele amor em que os amigos participam da vida uns dos outros, discutem seus problemas, suas questões existenciais, são solidários e são até mais importantes do que uma relação amorosa tradicional. Entretanto, nem sempre se tem desejo sexual por um amigo. Como em todo amor, pode haver desejo ou não. Mas se houver? Qual o problema?

A amizade corre sérios riscos se um dos dois criar uma expectativa de relação com o outro diferente da amizade que sempre houve. Só porque há sexo, a pessoa se acha com o direito de controlar a vida do amigo, ser ciumenta, cobrar coisas. Nenhuma relação resiste a isso, ainda mais a de amizade, que se caracteriza justamente pela ausência de obrigações. O que ocorre é que muita gente pensa que é livre, que não está mais presa aos modelos que exigem um comportamento igual para todo mundo, mas de repente se descobre insegura, desejando uma relação tradicional. Não sabendo bem como explicar seus sentimentos, sai por aí dizendo que amizade e sexo não podem se misturar.


Texto de: Regina Navarro Lins
Psicanalista

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Publicado por em 27 de Agosto de 2011 em Sexualidade

 

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Em Salvador, ‘pai de santo’ acusa guardas municipais de HOMOFOBIA

Fonte: Gay1

Babalorixá diz que agressão aconteceu no domingo (21) na Estação Pirajá.
Ele registrou ocorrência na 10ª Delegacia, no bairro de Pau da Lima.

Um pai de santo de Salvador diz ter sido espancado por quatro guardas municipais porque disse a eles que é homossexual. A agressão aconteceu no domingo (21) em um banheiro da Estação de Transbordo de Pirajá, uma das mais movimentadas da capital baiana. Segundo o Grupo Gay da Bahia, o estado lidera o ranking de assassinatos a LGBTs no Brasil. Em 2010, foram 29 em toda Bahia.

O babalorixá agredido tem 33 anos e prefere não se identificar. Ele registrou ocorrência contra os guardas municipais na 10ª Delegacia, no bairro de Pau da Lima, em Salvador, e fez exame de corpo de delito no Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Segundo o pai de santo, ele foi ao banheiro da Estação de Transbordo na companhia de um amigo. O babalorixá conta que cerca de oito pessoas estavam no local e que, quando já estava usando o sanitário, ouviu os guardas falando com ele e batendo na porta.

“Só ouvi uma palavra de cima: ‘bora, bora, bora, aqui não é lugar disso’. Eu estava no vaso, eles [os guardas municipais] estavam batendo na porta e me forçaram a abrir a porta”, relata.

A vítima contou que um dos suspeitos da agressão perguntou o que ele estava fazendo dentro do banheiro e se ele era gay. “Eu tive que mostrar a ele que eu estava com a roupa abaixo da cintura para ele ver que eu estava no sanitário, mas ele não me respeitou. Perguntou quem eu era e se eu era veado. Eu disse a ele que eu sou e foi a hora que eu fiquei de costas e ele me agrediu com palavra e com porrada”, conta.

De acordo com o pai de santo, ele foi agredido nas costas e só não apanhou no rosto porque usou a mão para se proteger das agressões. “Eles me jogaram para fora do banheiro e todo mundo me viu praticamente nu, vestindo a roupa do lado de fora. Todos que passam por isso que eu passei, eu acho que tem procurar o seu direito para que [os agressores] não fiquem impunes”, finaliza.

A Guarda Municipal de Salvador informou em nota que assim que soube da denúncia de agressão, os guardas que estariam envolvidos na ação foram afastados de suas atividades. A nota diz ainda que uma comissão foi designada para acompanhar o caso e que um processo foi aberto para apuração dos fatos.

 

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Bispo da IGREJA UNIVERSAL diz que jovem morreu em acidente porque era de ‘outra fé’

Avião caiu em julho na Inglaterra

Deus deve ter assinado com a Igreja Universal um contrato de exclusividade de milagres porque essa é a única explicação possível para um relato que saiu no blog do bispo Edir Macedo.

O bispo Celso Júnior, do Reino Unido, contou que, das três irmãs de uma família congolesa que estavam no avião que caiu em julho na Inglaterra, duas se salvaram por estar ligadas à Universal e a terceira morreu por professar outro credo.

Escreveu o Júnior: “[…] uma das irmãs que se salvaram é membro fiel da Igreja Universal na França e a outra também participa das reuniões, sendo que as duas estavam participando com toda a força da Fogueira Santa de Israel, enquanto a irmã que faleceu, infelizmente, praticava uma fé diferente”.

Pelo relato do Júnior, se os mais de 70 passageiros que morreram teriam se salvado caso fossem da igreja do Edir Macedo, embora o avião tivesse se espatifado e pegado fogo.

Historinhas como essa — que desprezam a inteligência das pessoas — são inventadas aos montes e elas explicam, em parte, a expansão da Universal e de outras igrejas pentecostais.

Mas agora parece que elas já não convencem como antes porque tem havido uma debandada de fiéis da Universal e as igrejas pentecostais, em geral, se encontram estagnadas, diferentemente do que ocorre com as evangélicas tradicionais, de acordo com o Novo Mapa das Religiões divulgado pela Fundação Getúlio Vargas.
Com informação do blog do Edir Macedo.

Fonte: Paulo Lopes

 
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Publicado por em 26 de Agosto de 2011 em Discriminação, Religião

 

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