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Afegã presa por ter sido violentada terá de se casar com estuprador

26 Nov

Fonte: Paulo Lopes

Gulnaz e filha estão em uma prisão de Cabul

 

Gulnaz (foto), 21, ainda se lembra do mau cheiro do homem que a estuprou dois anos atrás. “Ele estava com a roupa suja do seu trabalho”, disse à CNN. “Quando minha mãe saiu para ir a um hospital, ele entrou em minha casa e trancou as portas e janelas. Comecei a gritar, mas ele colocou as mãos sobre minha boca.”

Desde então a vida de Gulnaz mudou radicalmente. Ela ficou grávida do estuprador e foi condenada por um Tribunal do Afeganistão a 12 anos de prisão por adultério. O homem que a violentou era na época marido de uma sua prima.

Com a sua filha, a jovem está cumprindo a pena em uma prisão de Cabul. Só tem um jeito de ela sair dali antes de todo o período da condenação: casar com o seu estuprador (que também está preso) para voltar a ser “honrada”. É o que ela decidiu fazer para continuar com a filha. Se não for assim, terá de doar a criança.

Casos como a de Gulnaz são frequentes.

Cinegrafistas contratados pela União Europeia filmaram Gulnaz e outras mulheres em situação parecida com a dela para um documentário sobre o desrespeito aos direitos humanos no Afeganistão.

A União Européia desistiu do projeto após as gravações iniciais porque teme que as mulheres que deram depoimento com o rosto a descoberto sofram retaliações das autoridades.

A República Islâmica do Afeganistão, nome oficial do país, tem cerca de 34 milhões de habitantes. Lá, por conta principalmente da religião, as mulheres são tratadas como seres de segunda categoria.

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2 Comentários

Publicado por em 26 de Novembro de 2011 em Religião

 

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2 responses to “Afegã presa por ter sido violentada terá de se casar com estuprador

  1. Najma

    7 de Fevereiro de 2013 at 20:22

    Não é o Islã que discrimina as mulheres, a mulher é tratada como inferior desde o início dos tempos em qualquer cultura, basta estudar história, são os homens que criam desculpas para maltratar. O Islã é a religião mais justa de todas, desde que foi criado já concedeu direitos às mulheres que na sociedade Ocidental em meados de 1930 elas ainda não tinham.

     
  2. Ruth Miriam da Natureza

    28 de Dezembro de 2015 at 10:25

    Najma, falar que o Islã é a religião mais justa do mundo, é muita coragem e fanatismo de sua parte!!!!!

     

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