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Polícia Federal prende 2 rapazes acusados de manter site com mensagens criminosas

22 Mar

Com informações de: Banda B e Paraná Online

 

A Polícia Federal em Curitiba identificou dois homens de Curitiba e Brasília que há meses vinham postando na internet mensagens de apologia de crimes graves e da violência, sobretudo contra mulheres, negros, homossexuais,  nordestinos e judeus. Emerson Eduardo Rodrigues e Marcelo Valle Silveira Mello colocavam as mensagens  criminosas no site silviokoerich.org. Os dois tiveram a prisão preventiva decretada e os mandados foram cumpridos nesta quinta-feira (22), durante a fase ostensiva da chamada “Operação Intolerância” .

Ainda dispararam ofensas contra a presidente da República, Dilma Rousseff e outras autoridades de alto escalão. Ameçaram de morte publicamente o deputado federal Jean Wyllys (PSOL/RJ). Além disto tudo, há postagens no site sobre como matar uma pessoa, sendo de maneira lenta ou rápida. Ou ainda como abordar crianças para um posterior abuso sexual.Havia também citações de que lésbicas deveriam sofrer um “estupro corretivo”, as investigações começaram em dezembro do ano passado, após mais de 70 mil denúncias crimes por parte da sociedade civil sobre o conteúdo ofensivo do site. “Eles não pregavam apenas a discriminação, que por si só já é grave.Eles também pregavam extermínios em massa de negros, homossexuais, mulheres. As imagens no site são bastante fortes.Há inclusive um manual de aliciamento de crianças. Tudo causa uma repugnância social. Em dez anos de atuação, é um dos casos mais graves que eu vi”, afirma o delegado da PF Flúvio Cardinelle Oliveira Garcia, chefe do núcleo de repressão a crimes cibertnéticos da PF no Paraná.

Segundo o delegado, há indicativos de que as ofensas também eram reais e não ficavam apenas no mundo virtual. Há boletins de ocorrência contra os dois presos por agressões e ameças. Garcia explica que Marcelo Mello foi condenado por discriminação pela internet em 2005 e que este seria o primeiro caso de uma punição em virtude de ofensas virtuais no País. Marcelo também tem R$ 500 mil reais na conta corrente e a PF vai tentar descobrir a origem do dinheiro. Eram solicitadas doações no site ofensivo.

Emerson Rodrigues chegou a elogiar massacre em escola do Realengo

De acordo com o delegado Wagner Mesquita, também da PF no Paraná, foi localizado um mapa de uma casa de festas perto do campus da Universidade de Brasília, muito conhecida pelos estudantes da instituições. Há citações no site de que uma ação contra alunos da universidade seria planejada e colocada em prática, semelhante ao massacre em uma escola municipal em Realengo, no Rio de Janeiro, há quase um ano. O alvo seria estudantes de cursos de Ciências Sociais, considerados pelos dois como “esquerdistas”. Marcelo Mello é ex-estudante da Universidade de Brasília, segundo a PF.

Os presos se diziam parte de uma seita que tentava captar pessoas com estes mesmos pensamentos. Há insinuações de que o assassino Wellington Menezes de Oliveira, o responsável pelo massacre em Realengo, teria feito contato com os dois para obter informações para o crime. Mas ainda não há confirmação se houve realmente a ligação entre os três.

Até esta manhã, o site continuava no ar porque está hospedado na Malásia e o processo depende do governo do país asiático. “Eles acharam que desta forma não seriam identificados. Mais gente pode estar envolvida, inclusive colaborando para as mensagens”, revela Garcia. Em um dos posts, o autor diz: “Vocês podem denunciar o quanto quiserem. Que todos estes movimentos esquerdistas façam coro, berrem, gritem, no fundo, não vai acontecer m… nenhuma. O mundo em que vocês vivem querendo ou não, é capitalista, e o dinheiro e o poder compram tudo”, diz.

As investigações, conduzidas pelo Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos, uma Unidade Especializada da PF, foram feitas a partir de inúmeras denúncias relacionadas ao conteúdo discriminatório do site. O Ministério Público Federal e à ONG SaferNet também receberam pedidos de providências a respeito do conteúdo criminoso do site investigado, um número recorde da participação de populares no controle do conteúdo da internet brasileira.

Também, nesta manhã, a PF dá cumprimento aos mandados de busca e apreensão expedidos pela JF, para examinar residências e locais de trabalho dos criminosos.

Dentre os conteúdos publicados pelos criminosos e localizados pela PF, havia referência ao apoio prestado pelos criminosos ao atirador Wellington, que em 2011 atacou a tiros uma escola em Realengo, no Rio de Janeiro, matando diversas crianças, bem como à suposta incapacidade da Polícia Federal em o localizar e deter.

“Sílvio Koerich”

O nome “Sílvio Koerich” foi apropriado indevidamente pelo investigado Emerson Eduardo Rodrigues, que havia sido expulso de um fórum de debates feminista, representando assim uma represália àquela pessoa, que inicialmente rejeitou, num ambiente virtual, as declarações preconceituosas, homofóbicas e intolerantes do ora investigado preso.

Rodrigues e Mello estão sendo acusados pelos crimes de incitação/indução à discriminação ou preconceito de raça, por meio de recursos de comunicação social (Lei 7716/89); incitação à prática de crime (art. 286 do Código Penal) e publicação de fotografia com cena pornográfica envolvendo criança ou adolescente (Lei 8069/90-ECA).

Consta da decisão judicial que decretou a prisão preventiva dos criminosos que “Elementos concretos colhidos na investigação demonstram que a manutenção dos investigados em liberdade é atentatória à ordem pública. A conduta atribuída aos investigados é grave, na medida em que estimula o ódio à minorias e à violência a grupos minoritários, através de meios de comunicação facilmente acessíveis a toda a comunidade. Ressalto que o conteúdo das ideias difundidas no site é extremamente violento. Não se trata de manifestação de desapreço ou de desprezo a determinadas categorias de pessoas (o que já não seria aceitável), mas de pregar a tortura e o extermínio de tais grupos, de forma cruel, o que se afigura absolutamente inaceitável.”

Mais informações sobre a operação serão fornecidas pela PF em entrevista coletiva nesta quinta-feira.

 

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1 Comentário

Publicado por em 22 de Março de 2012 em Discriminação, Homo/Bissexualidade

 

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One response to “Polícia Federal prende 2 rapazes acusados de manter site com mensagens criminosas

  1. Lizandra

    11 de Abril de 2012 at 03:51

    Mas bota babaca pra esses coitados. E ainda se dizem cristãos!
    Que dó…
    Mal sabem o que os esperam. Enquanto aqui na terra, a galera indignada já tá mexendo os pauzinhos, vamos ver como termina…
    Só lamento pra esses idiotas.

     

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