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Novela “Avenida Brasil” trará discussão sobre futebol e homossexualidade

20 Abr

POR: Vitor Angelo

“Não é bom fazer negócio com judeus”. “Mulher nunca sabe dirigir”. “Gays não servem para serem soldados do exército”. “Os negros não se sobressaem nos estudos acadêmicos”. Estes sensos comuns acima partem de uma experiência que não é completa e profunda em suas colocações e por acabarem se tornando pseudo verdades universais, muitos grupos e minorias se sentem delimitados em suas diversas formas de atuar como seres humanos. Parece que são incapazes de realizar certos ofícios ou não são confiáveis para tal.

Uma destas “míticas” se refere aos homossexuais e o futebol. Como o esporte se tornou um espécie de emblema da masculinidade (que uma grande maioria confunde como oposição à homossexualidade),  o selo ISO de macheza de muitos, o terreno ficou impróprio para os gays. É claro que existe muitos homossexuais que execram o universo das chuteiras, mas isto não significa nem unanimidade nem maioria absoluta. Muitos gays estão presentes dentro dos campos e das arquibancadas. Claro, de forma silenciosa infelizmente para não romper com um grande tabu da nossa sociedade: gays não servem em nada para o esporte que apaixona de Nelson Rodrigues a Xico Sá. Será?

Volta e meio surgem boatos de jogadores de futebol que transaram com outros homens, sempre de forma enrustida. O filme “Asa Branca, um Sonho Brasileiro”, dirigido por Djalma Limongi Batista, em 1980, foi um dos raros momentos que esta discussão foi colocada para a cultura de massa. Agora, “Avenida Brasil”, a novela das 21h de João Emanuel Carneiro, pretende retomar este tema. Roniquito (Daniel Rocha) será um jogador gay que, para agradar seu pai Diógenes (Otávio Augusto), faz parte do time Divino Futebol Clube. Nele, o jogador irá conhecer depois de um tempo Leandro (Thiago Martins), que entra para o time. Os dois acabam ficando muito próximos.

Roniquito (Daniel Rocha) é o jogador de futebol gay de "Avenida Brasil" (Divulgação / TV Globo)

 

Como novela é uma obra em aberto e Roniquito ainda não decolou na trama, vamos ver que rumo esta discussão, que pode ser bem promissora, pode tomar. Pois não é só para o tabu que gays não podem estar no meio fiutebolístico, ela pode ser libertadora também para héteros que desejam ser bailarinos ou cabeleireiros (profissões que o senso comum costuma excluir aos homens heterossexuais) sem precisarem passar pela pergunta sobre sua sexualidade, como se este fator alterasse o talento de alguém.

Enquanto isso…

Fonte: Blogay – Folha

 

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