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Arquivos mensais: Agosto 2012

Creme que promete restaurar sensação de virgindade é lançado na Índia

 

Produto que afirma ser capaz de ‘estreitar a vagina’ gera polêmica entre médicos e grupos feministas no país

Uma empresa da Índia anunciou o lançamento de um creme capaz de ‘ estreitar a vagina’ . O produto, que recebeu o nome de 18 Again afirma fazer a mulher se sentir novamente ”como uma virgem”.

A empresa Ultratech ressalta que o produto oferece poder às mulheres, mas os críticos dizem que ele faz exatamente o contrário, segundo informações da BBC.

Again é o primeiro creme de seu tipo vendido na Índia, cremes semelhantes já estão disponíveis em outras partes do mundo, como nos EUA, e preenche uma lacuna no mercado.

O proprietário da empresa Ultratech, Rishi Bhatia, afirma que o creme, que está sendo vendido por cerca de US $ 44, contém ingredientes naturais, incluindo pó de ouro, aloe vera, amêndoa e romã, e foi clinicamente testado.

“É um produto único e revolucionário, que também trabalha para a construção de confiança interior de uma mulher e aumenta sua autoestima. O objetivo do produto é fornecer autonomia às mulheres”, afirma Bhatia.

De acordo com Bhatia, o produto não restaura a virgindade de uma mulher, mas sim as emoções de ser virgem. “Estamos apenas dizendo, ‘se sinta como uma virgem’ , é uma metáfora. O produto tenta trazer de volta a sensação de quando uma mulher tinha 18 anos”, explica.

No entanto, a estratégia da empresa de publicidade tem atraído críticas de alguns médicos, grupos de mulheres e usuários de mídia social, que dizem que o produto reforça a opinião generalizada na Índia que sexo antes do casamento é algo a ser desaprovado, um tabu que ainda é visto como algo pecaminoso por alguns.

“Esse tipo de creme é um total absurdo, e poderia dar a algumas mulheres um complexo de inferioridade”, afirma Annie Raja da Federação Nacional de Mulheres Indianas, que luta pelos direitos das mulheres no país.

Segundo ela, em vez de fortalecer as mulheres, o creme tem o efeito oposto, ao reafirmar a visão patriarcal de muitos na Índia, a noção de que todas mulheres querem permanecer virgens até o dia do casamento.

”É direito de uma mulher ter relações sexuais com um homem, mas a sociedade aqui diz que elas não devem fazê-lo até se tornarem noivas’, explica Raja.

O proprietário da Ultratech afirma que a polêmica em torno do 18 Again não tem motivo. “Os homens têm à sua disposição tantos produtos que eles podem usar para realçar o seu prazer sexual, isso representa apenas colocar a intensificação do prazer sexual nas mãos das mulheres”, conclui Bhatia.

Fonte: ISaúde

 

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Publicado por em 28 de Agosto de 2012 em Sexualidade

 

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Pela primeira vez, modelo ‘tradicional’ de família já não é maioria no Brasil

 

Formação clássica ‘casal com filhos’ deixou de ser maioria no Brasil: segundo o IBGE, representa 49,9% dos domicílios, enquanto outros tipos de famílias já somam 50,1%

A família brasileira se multiplicou. O modelo de casal com filhos deixou de ser dominante no Brasil. Pela primeira vez, o censo demográfico captou essa virada, mostrando que os outros tipos de arranjos familiares estão em 50,1% dos lares. Hoje, os casais sem filhos, as pessoas morando sozinhas, três gerações sob o mesmo teto, casais gays, mães sozinhas com filhos, pais sozinhos com filhos, amigos morando juntos, netos com avós, irmãos e irmãs, famílias “mosaico” (a do “meu, seu e nossos filhos”) ganharam a maioria.

O último censo, de 2010, listou 19 laços de parentesco para dar conta das mudanças, contra 11 em 2000. Os novos lares somam 28,647 milhões, 28.737 a mais que a formação clássica.

Essa virada vem principalmente com a queda na taxa de fecundidade. Em 1940, a mulher tinha em média seis filhos, hoje tem menos de dois, fazendo a população crescer mais devagar e ficar mais velha.

Ao optar por uma família menor, a mulher entrou forte no mercado de trabalho: em 1969, elas eram 27,3% da força de trabalho, em 2009, 43,6%. A renda feminina trouxe a segurança para a mulher seguir seu caminho sem marido e os costumes chegaram à legislação, como a nova lei do divórcio, que dispensa a mediação do juiz. E, lembra o sociólogo Marcelo Medeiros, da UnB, o trabalho feminino distribuiu melhor a renda:

— Menos filhos e mais renda ajudaram a reduzir a desigualdade.
Viver pelo mundo é mais barato que no Rio

Os casais sem filhos crescem e já chegam a dois milhões. São os dinks, sigla em inglês para “Dupla renda, nenhum filho”. Vinicius Teles e Patrícia Figueira são exemplo. Eles só têm endereços temporários pelo mundo ou os contatos eletrônicos. No Facebook, não poderia ser mais apropriado: Casal Partiu. Embora tenham se conhecido em Niterói, eles agora não têm casa: passam quatro meses no Brasil e, no resto do ano, vivem em países como Líbano, Japão, Argentina, Grécia, Índia ou Nova Zelândia. Juntos há dez anos, sempre tiveram uma certeza: não teriam filhos. A decisão de viver pelo mundo foi tomada com a evolução da carreira de ambos: ele trabalha remotamente na criação de softwares e ela é fotógrafa de casamentos.

— Não somos milionários. Viver viajando pelo mundo, mesmo na Europa, é mais barato que ter casa no Rio — afirma Vinícius.

— Nossas famílias cobravam os filhos, hoje entendem, isso é mais comum — diz Patricia.

— Antes, a realização era casar e ter filhos. Hoje os dinks são quatro milhões de pessoas, de renda alta, moram em apartamento e grandes metrópoles — diz José Eustáquio Diniz, professor da Escola Nacional de Estatística, do IBGE.

Os desafios para o IBGE permanecem. O instituto ainda não mede casados em casas separadas e filhos que têm duas casas. Ana Saboia, coordenadora de Indicadores Sociais, estuda como outros países tratam essas novíssimas famílias.

Por Henrique Gomes Batista e Cássia Almeida, O Globo
Fonte: Pragmatismo Político

 

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Publicado por em 28 de Agosto de 2012 em Sexualidade

 

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Deputado Federal Jair Bolsonaro edita fala de psicóloga como se ela defendesse pedofilia

Escrito por Daniela Novais
por Câmara em Pauta

 

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) deu mais uma amostra de que não há limites para sua “militância homofóbica”. O deputado, que já usou dinheiro público para fazer panfletos homofóbicos e afirmou que na Tribuna da Câmara dos deputados ele pode “pregar o que bem entender”, clamando a inviolabilidade parlamentar que garante o artigo 53 da Constituição Federal. Desta vez ultrapassou os limites da injúria. O deputado editou a fala da psicóloga brasiliense Tatiana Lionço, no dia 15 de maio, no seminário de Lésbicas Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (LGBT), no Congresso Nacional, de modo que a fala parecesse uma defesa ao que o deputado chama de “homossexualismo infantil”, em um vídeo entitulado “Deus Salve as Crianças”.

 

Na chamada do vídeo, ele afirma que trata-se da volta do “kit-gay” nas escolas e que o material serviria de estímulo à homossexualidade para milhões de crianças. Kit-gay é o apelido que o próprio Bolsonaro deu ao “kit anti-homofobia”, um material que a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays Bissexuais Travestis e Transexuais (ABGLT) propôs que fosse distribuído nas escolas, como instrumento de combate ao bulliyng homofóbico e que o deputado atribuía ao Ministério da Educação e ao então ministro  Fernando Haddad.

Crime – A fala sem edições de Tatiana Lionço e dos outros oradores, pode ser conferida no fim da matéria e foi gravada pela TV Câmara, que veiculou a íntegra do Seminário, organizado pelo deputado federal Jean Wyllys (PSoL-RJ). Ela foi convidada para falar sobre sexualidade infantil e o combate à homofobia. “O que ocorreu foi que o Deputado Jair Bolsonaro editou e adulterou o teor da minha fala”, diz Tatiana. O vídeo foi postado no canal do deputado no You tube, com o título “Deus Salve as Crianças” e contém as falas editadas da psicóloga e de outros oradores do Seminário, com legendas apontando juízos de valor às falas.

Tatiana conta que o vídeo foi replicado pelo pastor Tupirani, republicou o vídeo com o título “kit gay/homossexualismo: ódio e possessão demoníaca” A psicóloga lembra que o pastor tem antecedentes criminais por intolerância religiosa e vandalismo em um terreiro de candomblé no Rio. “Isso fere o ordenamento legal em vários aspectos: uso indevido da imagem, pois nunca autorizei a publicação do vídeo que editaram; direitos autorais, pois nunca afirmei o que eles editaram no vídeo, é uma deturpação; difamação, pois segundo a moral do pastor demônio é coisa ruim e associaram as pessoas do vídeo a essa imagem”, afirma Lionço.

Além de Tatiana, outros ativistas e profissionais envolvidos no enfrentamento da homofobia aparecem no vídeo, como o próprio Jean Wyllys.

Pronunciamento de Tatiana Lionço no IX Seminário LGBT do Congresso Nacional sobre sexualidade e homofobia na infância e adolescência.

Gostaria de agradecer ao convite para participar deste importante debate, visto que a homofobia é um fenômeno social que incide não apenas na violação da integridade física e moral de crianças e adolescentes, mas também por ser um processo que incide sobre a sua constituição psíquica e sobre os valores de cidadania que lhes são transmitidos.

Gostaria de iniciar abordando um tema um tanto controverso que é o da sexualidade infantil. Sabemos que a ideia gera constrangimentos e indignação, tendo sido objeto em grande parte da repulsa que o pensamento freudiano obteve e ainda obtém por parte da sociedade. No entanto, sabemos que a infância é uma construção social e histórica moderna, tendo sido aqueles e aquelas, que qualificamos hoje como crianças, tratadas, durante longos períodos, como adultos em miniatura, o que levou o papa Bento XVI à infeliz declaração de que a pedofilia nem sempre fora objeto de penalização, podendo ser relativizada historicamente.

A emergência da infância na era moderna foi correlata à ascenção do poder disciplinar, tal como proposto por Michel Foucault, em que o discurso médico em grande parte funda a inteligibilidade sobre a normalidade e a anormalidade, instituindo práticas de normalização dos indivíduos por meio das instituições disciplinares, entre as quais a escola nos interessa aqui especialmente. A sexualidade foi objeto de intensa normalização na era moderna, em que o suposto pecado cristão associado a práticas sexuais não matrimoniais ou não reprodutivas foi redirecionado para a lógica das aberrações sexuais descritas pela psiquiatria nas sociedades ocidentais. A prática da masturbação foi objeto de intensa repressão e a sexualidade infantil foi silenciada. Masturbação e sexualidade infantil são dimensões da sexualidade que desmentem a sua intencionalidade meramente reprodutiva.

Ainda que a Psicanálise seja um saber um tanto controverso no debate sobre direitos sexuais, cabe resgatar aqui com vocês o sentido freudiano da proposição de uma sexualidade propriamente infantil. Dizia Freud não apenas que a sexualidade existia na infância, mas que a sexualidade humana seria, em si, infantil. O que ele propunha era a compreensão da sexualidade como experiência humana do prazer pelo prazer, e a desassociação entre sexualidade humana e meta reprodutiva, sendo a sexualidade uma importante dimensão da vida psíquica e da vida relacional do sujeito.

Afirmar a existência da sexualidade infantil não é o mesmo que afirmar que crianças visariam o coito genital que configura, em grande parte, a cena sexual cristalizada na falta de imaginação ou na vergonha daqueles que insistem ser a sexualidade algo natural e que se destina à reprodução da espécie. A sexualidade infantil é a atividade por meio da qual crianças exploram seus próprios corpos na busca do prazer, mas também no processo de construção da representação de si mesmos. Somos o nosso corpo. As brincadeiras sexuais infantis também podem envolver os outros, meninos buscando conhecer os corpos de outros meninos ou meninas, meninas buscando conhecer os próprios corpos e o de outras meninas e meninos.

Quando meninos brincam desta maneira com outros meninos eles não estão sendo homossexuais. Quando meninos se vestem com roupas de meninas, não estão necessariamente sendo travestis ou transexuais. Eles estão apenas buscando dar sentido a si próprios em comparações em relação a outros meninos. O mesmo com as meninas. É o olhar adulto que qualifica estas brincadeiras como práticas homossexuais, as crianças estão apenas buscando conhecer a si próprios e aos seus coetâneos. É a relutância em aceitar a sexualidade infantil como parte do processo de constituição psíquica da criança que faz com que brincadeiras de faz de conta, predileções por determinados brinquedos ou jogos e outras atividades que permitam o livre exercício da criatividade como potencial para a significação de si e do mundo revelem tão somente a homossexualidade projetada pelos adultos na atividade infantil. Trata-se, evidentemente, de pobreza simbólica, da parte dos adultos preocupados em prevenir certos destinos de subjetivação considerados anormais ou mesmo perversos.

A homossexualidade das crianças é objeto de preocupação por parte dos pais. Consideram os gestos, as palavras, o tom de voz, a predileção por roupas, cores e brinquedos, como sinais da falha no desenvolvimento psíquico. Os manuais diagnósticos médicos também expressam preocupação com as inadequações da criatividade infantil: propõem a lógica de um transtorno de identidade de gênero na infância para aquelas crianças que, tendo nascido no sexo feminino, gostem de imaginar serem super-heróis, ou àqueles garotos que costumam brincar com a boneca barbie.  Muito me espanta que a boneca barbie tenha entrado formalmente na classificacão diagnóstica contemporânea de transtornos mentais. Vejam bem, estes são exatamente alguns dos critérios expressamente adotados na caracterização psicopatológica da medicina contemporânea, apesar de parecer mais um exemplo de como as ciências positivas podem ser consideradas, hoje, tradições como quaisquer outras tradições, fundadas em verdades questionáveis ou mesmo comprometidas explicitamente com determinada ordem sexual e social.

A escola e a família, ambientes em que geralmente alguns desses falsos problemas são identificados e encaminhados à lógica normalizadora e correcional, deveriam ser, no entanto, espaço para o investimento no potencial criativo e no estabelecimento de subjetividades auto-confiantes, deveriam preparar as crianças para não apenas sobreviver em um mundo injusto, mas para construírem um mundo. O que ocorre é o contrário. Crianças tem sua criatividade e imaginação, tem suas faculdades de significação de si e dos outros tolhidas por um medo irracional da possibilidade de que o mundo que temos hoje, venha a ser um outro mundo, amanhã ou logo mais. É assim que ensina-se a homofobia, ensinam-se estereótipos de gênero, ensina-se a intolerância, a segregação ou mesmo o ódio. Ensina-se que a sexualidade é vergonhosa, que a imaginação é moralmente condenável e que há um jeito certo para tudo. Há um jeito certo para ser, há um jeito certo para brincar, aprende-se também que a curiosidade sobre si e sobre os outros pode ferir a própria integridade física e moral.

Tudo isso, podem afirmar, é pelo bem das crianças. O ideal da prevenção ronda a preocupação de pais, mães, educadores, médicos, psicoterapeutas, pedagogos. É tão em voga falar em prevenção na era da noção ampliada de saúde. No entanto, neste cenário o ideal de prevenção não se aplica. A prevenção é um conceito aplicável a doenças cuja etiologia é estabelecida. Homossexualidade sequer é doença nos dias de hoje, e mesmo aqueles que se arvoram em minimizar ou anular a sua expressão não sabem exatamente em que consiste a sua origem. Não se previne a homossexualidade de crianças ao repreender as suas brincadeiras ou o seu modo de ser, o máximo efeito educativo que se alcança assim é o ensinamento dos estereótipos de gênero e a transmissão da homofobia pelas vias da educação escolar e familiar.

Quanto à adolescência, basta mencionar estudos como a pesquisa multicêntrica sobre práticas sexuais e gravidez na adolescência (Gravad) e a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Mulher e da Criança (PNDS), que revelam que o início da vida sexual genitalizada se dá cada vez mais precocemente no país. Os índices epidemiológicos do Ministério da Saúde também revelam que a juventude, provavelmente devido à resistência moral da sociedade em se abordar o tema em escolas e em casa, está bastante vulnerável à epidemia de HIV/Aids. Adolescentes podem, eles e elas, afirmar serem homossexuais. Talvez pudessem também nos ensinar algo sobre o amor, embora muitos silenciem diante da convicção de serem e de viverem um grande e grave erro. Outros atuam violentamente como forma de resistência a desejos intoleráveis à consciência, pois, eles próprios não podem conviver com sentimentos que foram forçadamente soterrados, mas que permanecem dentro de si mesmos com a fúria do desejo.

Se eu posso fazer um apelo no dia de hoje, eu peço, primeiramente, para deixarem as crianças brincarem em paz. Isso as tornará adolescentes e adultos mais inteligentes e potencialmente mais perspicazes no enfrentamento e na transformação do mundo que lhes deixamos como herança. Também pediria para ensinarem, desde cedo, nas escolas e nas famílias, as pessoas a se respeitarem e amarem. Isso permitirá que adolescentes vivam a sexualidade de modo muito mais construtivo do que carregando culpas e fúrias incontidas, que explodem na violência homofóbica e na espetacularização via web de suas proezas na violação de moças, um crime um tanto comum nos dias de hoje. Não se ensina o amor prescrevendo o amor como um mandamento, “amai-vos uns aos outros”, mas sim vivendo as relações na base do mútuo respeito, consideração e valorização das diferenças.

Por fim, ressalto que um dos maiores legados em relação à infância e adolescência do século XX foi o Estatuto da Criança e do Adolescente, que lhes atribui o status de sujeitos de direitos. Cabe pensar seriamente o direito à dignidade e ao livre desenvolvimento da personalidade como direitos das crianças e dos adolescentes. Obrigada.

 

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União estável entre três pessoas é oficializada em cartório de Tupã, SP

Um homem e duas mulheres fizeram escritura pública de União Poliafetiva.
Documento dá direitos de família, especialmente em caso de separação.

Um homem e duas mulheres, que já viviam juntos na mesma casa há três anos em Tupã, SP, resolveram regularizar a situação. Eles procuraram o Cartório de Registro Civil e fizeram uma escritura pública de União Poliafetiva. A identidade do trio não foi divulgada pelo cartório.

De acordo com a tabelião que fez o registro, Cláudia do Nascimento Domingues, a escritura foi feita há três meses, mas, somente na quarta-feira (22) foi publicada no Diário Oficial. “A declaração é uma forma de garantir os direitos de família entre eles. Como eles não são casados, mas, vivem juntos, portanto, existe uma união estável, onde são estabelecidas regras para estrutura familiar”, destaca.

O presidente da Ordem dos Advogados de Marília, Tayon Berlanga, explicou que o documento funciona como uma sociedade patrimonial.

“Ele dá direito ao trio no que diz respeito à divisão de bens em caso de separação e morte. No entanto, não garante os mesmo direitos que uma família tem de, por exemplo, receber pensão por morte ou conseguir um financiamento no banco, para a compra da casa própria por exemplo, ser dependente em planos de saúde e desconto de dependente na declaração do imposto de renda”, completa.

Do G1 Bauru e Marília

 

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Publicado por em 23 de Agosto de 2012 em Sexualidade

 

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Dois terços dos jovens adultos já fizeram sexo oral [em alguem do sexo oposto]


De acordo com uma pesquisa americana, dois terços dos adolescentes e jovens adultos dos Estados Unidos já praticaram o sexo oral.

De acordo com dados colhidos entre 2007 e 2010, 66% das garotas e 65% dos garotos entre 15 e 24 anos já fizeram ou receberam sexo oral de um parceiro do sexo oposto.

Dados semelhantes mostram que as jovens também estão tendo relações vaginais, com 67% delas dizendo que já tinham tido essa prática e 63% dos homens dando a mesma declaração.

Os resultados encontrados foram obtidos através de entrevistas com 6.346 pessoas e a pesquisa é uma das primeiras a investigar se jovens iniciam a prática de sexo oral antes da relação sexual vaginal. Os pesquisadores acreditam que alguns jovens podem escolher a prática do sexo oral para manterem a virgindade ou evitarem o risco da gravidez indesejada.

Dentre as mulheres, 26% fizeram sexo oral antes do vaginal, 27% tiveram relação oral antes da vaginal, 7,4% disseram terem iniciado as duas práticas na mesma ocasião e 6,5% haviam feito apenas sexo oral, e não vaginal.

Os dados mostraram ser semelhantes entre os homens. 24% fizeram sexo oral antes do vaginal, 24% tiveram relações orais antes das vaginais, 12% fizeram as duas práticas pela primeira vez na mesma ocasião e 5,1% tinham feito apenas sexo oral.

Apesar de os jovens verem o sexo oral como mais seguro, ele também oferece riscos, como a transmissão da clamídia, herpes genital, gonorréia e sífilis.

O estudo foi publicado pelo CDC’s (Centers for Disease Control and Prevention) National Center for Health Statistics.

De Boa Saúde
Fonte: Live Science, 16 de agosto de 2012

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70 milhões de pessoas não sentem atração sexual, seja por homens ou mulheres

Estudioso afirma que assexuados fazem parte da “quarta sexualidade”

Pessoas assexuadas devem ser classificadas na categoria “quarta sexualidade” — levando em conta as orientações hétero, homosexual e bisexual.

 

Cerca de um por cento da população mundial simplesmente não sente atração sexual — seja por homens ou mulheres — afirma Anthony Bogaert, autor do livro “Entendendo a assexualidade”.

Ele acredita que o excesso sexo promovido pela sociedade moderna nos últimos anos despertou o total desinteresse físico de 70 milhões de pessoas, que são chamadas por ele de “assexuadas” . Segundo o autor, este grupo sempre existiu, mas só agora decidiu “sair do armário”. Em entrevista para o Daily News, Anthony Bogaert explicou:

— Há duas formas [de assexualidade]: as pessoas que têm algum nível de desejo sexual, mas não dirigem esta energia para outras pessoas (para que então possam se masturbar), e outras pessoas que não têm qualquer desejo sexual.

Bogaert, pesquisador e professor associdado da Brock University do Canadá, analisou as respostas dadas por 18 mil britânicos sobre suas vidas sexuais para uma pesquisa de 1994 e neste mês de setembro, irá lançar seu livro sobre o assunto.

Ele descobriu que um por cento destes entrevistados concordaram com a afirmação “Nunca me senti sexualmente atraído para ninguém”.

A obra também defende que as pessoas assexuadas devem ser classificadas na categoria “quarta sexualidade” — levando em conta as orientações hétero, homosexual e bisexual.

Fonte: R7

 

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Publicado por em 21 de Agosto de 2012 em Sexualidade

 

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Ceará forma primeira travesti doutora do Brasil

Luma Nogueira Andrade defendeu tese sobre travestis matriculadas na rede estadual de ensino do Ceará, que narra os maus-tratos sofridos por elas no ambiente escolar

Durante a infância, Luma Nogueira Andrade sofreu com o preconceito de colegas e professores na escola. Mais tarde, já formada e funcionária pública concursada, teve de enfrentar novamente esse mau e no mesmo ambiente. Nesta sexta-feira (17), a protagonista desse histórico de discriminação se tornou a primeira travesti do País a obter um título de doutorado.

Em março deste ano, o i G contou como foi a vida de Luma desde a infância na pequena cidade de Morada Nova, no interior do Ceará, até ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC) . Cinco meses depois, a reportagem acompanhou o dia da defesa da tese em um auditório do câmpus do Benfica, em Fortaleza, lotado por amigos, ex-alunos e colegas pesquisadores.

Bastante elogiada pela banca, a tese de Luma foi indicada para publicação. Contudo, antes de trabalhar para ver sua pesquisa em forma de livro, ela vai tentar se eleger vereadora pelo PT no município de Russas, onde lecionou por muitos anos.

Com o título “Travestis na escola: Assujeitamento ou resistência à ordem normativa”, a pesquisa faz um levantamento das travestis matriculadas na rede estadual de ensino do Ceará e narra os maus-tratos sofridos por elas no ambiente escolar. Ao longo do trabalho, os relatos das entrevistadas se confundem com o que foi vivido pela própria pesquisadora, num cruzamento de autobiografia e etnografia.

“Eu ia percebendo em minhas interlocutoras que, na verdade, existe uma diversidade de formas de travestis e que a realidade que elas vivem não é a mesma que eu vivi”, contou, durante a apresentação.

Com o estudo, Luma concluiu que falta aos professores e gestores uma formação que vá além do conteúdo das disciplinas e dê conta das questões de gênero não apenas para tratar da homossexualidade no currículo, mas principalmente lidar com as especificidades de cada pessoa.

“Eu percebi uma verdadeira confusão. Eu vi que os gestores não sabiam identificar os travestis”, disse.

Para o antropólogo Alexandre Fleming Câmara Vale, um dos professores a participar da banca examinadora, a tese de Luma é um “marco” para os estudos sobre travestis. “É a primeira vez que uma travesti escreve sobre a experiência das próprias travestis”.

“O trabalho da Luma é uma chamada para a reflexão dos educadores e ao mesmo tempo tem esse lado político, por ela ter um envolvimento direto com o tema”, avaliou a orientadora de Luma, a doutora em Educação, Celecina de Maria Veras Sales.

Fonte: IG

 

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