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Pesquisa questiona propensão NATURAL dos homens à promiscuidade sexual

03 Ago

Um estudo científico questiona a teoria da propensão natural dos homens à promiscuidade, mostrando que homens e mulheres nos países ocidentais tendem a ter o mesmo número de filhos com o mesmo número de parceiros.

O estudo compilou dados de mais de 10 mil pessoas em 18 países para avaliar a validade de uma teoria de 1948, que afirmou que os homens tenderiam mais naturalmente à busca de um maior número de parceiras possível, enquanto as mulheres seriam mais seletivas nas suas escolhas de parceiros.

A base da teoria de 1948, formulada por Angus Bateman, era um estudo com moscas de frutas, indicando que as moscas macho têm um maior número de parceiros sexuais e de descendentes em comparação às moscas fêmeas. (Fonte: Terra)

Um velho mito apoiado sobre um estudo feito com… moscas. Sim. Para descobrir se o homem tem propensão a trair, estudaram… moscas. Eu desconhecia a origem de tal estudo, mas não precisa recorrer a nenhum experimento científico para saber por que os homens traem. A resposta é mais de âmbito social do que biológico (embora eu não esteja desprezando este). Os homens traem porque… são encorajados para isso! Tanto por outros homens quanto pela conivência da parceira que acha que “ele prometeu nunca mais fazer isso”.

Há uma cultura, fortemente arraigada nesta sociedade patriarcal e machista em que (ainda) vivemos (dêem graças à Santa Madre Igreja…) onde o homem cultivava uma mulher para cuidar dos filhos e outras tantas para o sexo. E isso era plenamente aceito, inclusive pelas mulheres, humilhadas, angustiadas e deprimidas em cozinhas frias e solitárias. Hoje essa cultura mudou de cara. Não é mais aceita esta poligamia extra-oficial como antigamente. Contudo, os homens ainda são encorajados a manter uma “mulher oficial”, perfeita para as ocasiões sociais e como uma espécie de “seguro-sexo”, e cultivarem relacionamentos pagos ou não, como que para cultivar um marketing pessoal de sua masculinidade e virilidade. Mas os tempos estão mudando.

Dados inéditos do estudo Mosaico Brasil 2008, coordenado pela psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade (ProSex) da USP, revelam que cada vez mais as brasileiras pulam a cerca. Foram ouvidas 8.200 pessoas em dez capitais. Das entrevistadas acima de 70 anos, apenas 22% confessaram ter tido alguma relação extraconjugal. O índice sobe para 34,7% para as mulheres entre 41 e 50 anos e atinge o pico de 49,5% entre as de 18 a 25 anos. Não vou aqui discutir a profundidade das relações conjugais, nem as causas/conseqüências de uma traição, pois o tema é amplo e requer estudo mais apurado.

Posso falar, contudo, que o problema não é o fato de um homem querer se relacionar com diversas mulheres e vice-versa. O problema é quando se forma um casal “oficialmente” (namoro, noivado, casamento). Neste caso, a pergunta que fica é: se você não se contenta com apenas uma pessoa, por que jurar fidelidade e se comprometer com alguma? Não faz sentido. É infantil e irresponsável (ainda mais numa era de pandêmicas DSTs). Logo, fica aqui o desprezo pela traição e pelas desculpas para fazê-lo (deslizes, brigas, etc). Quem assume o compromisso, deve ter a responsabilidade de mantê-lo. Isso não é burocratizar o amor ou o relacionamento afetivo. É simplesmente a maturidade necessária para se estabelecer uma relação de confiança, uma das bases de qualquer tipo de relacionamento. Se a pessoa for incapaz de fazê-lo, simples, não assuma nenhum.

Por fim, vemos a ficção imitar a realidade. Como no clássico de Gustave Flaubert, o “Madame Bovary”, cuja protagonista Emma trai o marido e se decepciona com os amantes (o fim é trágico), muitas mulheres (como os homens) que desfazem o casamento para ficar com o “novo e verdadeiro amor” se dão mal.

Fonte: Uma visão do Mundo

 

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Publicado por em 3 de Agosto de 2012 em Sexualidade

 

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