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RELACIONAMENTO: Preserve sua individualidade na relação

Por: Vanessa Mazza
Graduada em Comunicação Multimídia pela UMESP, é taróloga há mais de 15 anos. Estuda as abordagens desta prática, com o fim de decifrar a complexidade humana, abrangendo em suas consultas temas como feng shui, i ching, astrologia e numerologia.

 

Entenda como é possível viver o amor em liberdade

Distanciar é um verbo que geralmente transmite uma ideia de frieza, de indiferença e, possivelmente por causa disso, temos muita dificuldade em abrir espaço entre nós e nosso amor. Muita gente acredita que respeitar plenamente a vida e a individualidade do outro, permitindo que a pessoa tome suas próprias decisões e escolhas (mesmo que nem sempre coincida com as nossas) é sinal de que não nos importamos o suficiente a ponto de lutar por um consenso. Afinal, muitas vezes é comum e esperado que os casais pensem como uma unidade e não como a junção de dois indivíduos distintos.

Infelizmente, nem sempre é possível chegar a um meio-termo na relação, no que diz respeito a todos os assuntos. Porém, isso não deveria, em tese, confundir a noção dos sentimentos que ambos podem nutrir um pelo outro. Afinal, não é porque alguém cede facilmente aos nossos argumentos que seu sentimento é mais verdadeiro ou profundo do que alguém que nos permite ser verdadeiros conosco.

A liberdade que vem do desapego

Desapego é quando damos liberdade para alguém ser quem realmente é. E só pode demonstrar este sentimento quem ama de verdade. É evidente que existem muitos graus diferentes de amor, já que cada pessoa pode apenas ofertar aquilo que possui de fato. Assim, misturado ao amor pode existir o sentimento de posse, a carência afetiva, a necessidade de ser aceito e o medo de ficar sozinho. Por isso, é natural que tenhamos receio em permitir que nosso amor circule à vontade, tome suas decisões, mantenha sua privacidade e admita o que pensa.

Mas, como às vezes existe muita insegurança em nós, o fato de não “segurar” a pessoa parceira e nem moldá-la às nossas expectativas, pode transmitir a falsa imagem de que não estamos apaixonados. Ou mesmo o outro, que não está acostumado a ter sua identidade respeitada, pode também crer neste ponto de vista.

Por incrível que pareça, investir no distanciamento logo de cara pode ser danoso para a relação. Não por ser errado, mas por não sabermos lidar com ele ainda. Por outro lado, todos nós sabemos o quão perigoso o apego pode ser para um relacionamento, já que nos faz ficar constantemente focados no comportamento alheio, sofrendo quando as coisas não saem do jeito como gostaríamos, julgando quem amamos de forma errada e muitas vezes até impondo condições ou brigando por causas que não valem a pena.

Então, como praticar o distanciamento de forma que ambos aprendam a se libertar das amarras emocionais, continuando a acreditar no amor que possuem um pelo outro? Já que estamos todos aprendendo a sermos mais independentes emocionalmente, este é um processo que pode ser feito com calma e que pode evitar vários conflitos futuros. Veja algumas sugestões:

  • Por mais tempo que você conheça seu amor, evite pensar que já sabe como a pessoa irá reagir, como sente ou pensa sobre determinado assunto ou problema. É sinal de compaixão, respeito e amor querer saber o que seu parceiro está sentindo em relação a determinado assunto, desde que isso aconteça de uma forma livre de julgamentos ou constrangimentos.
  • Mesmo que seja difícil aceitar, entenda que nem sempre o outro concordará com você. Por isso, não force adesões, nem se magoe. Se houver forma de conciliar determinada questão, ótimo. Caso contrário, é bom encontrar uma saída que não prejudique ninguém, nem a relação
  • Se você tiver confiança em quem você é e no que acredita, não precisará provar nada para ninguém.
  • Não exija do outro sacrifícios que você mesmo não está disposto a fazer, pois isso dará margem para a famosa frase: “depois de tudo o que eu fiz por você”.
  • Permita que seu amor realize atividades sozinho ou que desfrute de privacidade. Afinal, tal como você precisa de vez em quando ficar com a família, sair com seus amigos ou meditar em silêncio, a pessoa parceira também pode ter esta necessidade.
  • Se o outro estiver sofrendo por causa de algo, ajude-o, mas não interfira demais e nem tente controlar o processo. Permita que a pessoa aprenda com o que está vivendo. Desse modo, terá mérito por suas conquistas.
  • Não deixe de fazer o que gosta só porque está num relacionamento. Pense que existem três tempos: o tempo da pessoa parceira, o seu tempo e o tempo do casal juntos. Afinal, se cada um tem espaço para se desenvolver, aprender e crescer, quando ficarem juntos estarão sempre trazendo coisas novas e alimentando a relação com energia renovada.
  • Lembre-se que todos nós precisamos de privacidade. Por isso, tente não escancarar demais a intimidade, pois isso gera tensão a longo prazo. Ou seja, permita que o outro chore ou que faça algo sem você encher o momento de palpites. Isso vale também em horas sociais. Por exemplo, se receber uma visita, não chame atenção do seu amor na frente dos outros, nem revele suas intimidades em conversas pseudo-despretensiosas. Também não vale falar sobre os problemas e as dúvidas íntimas da pessoa parceira sem a permissão dela.
  • Não deixe de dizer o que pensa e sente apenas para evitar conflitos. Afinal, reter sua individualidade irá levar você a explodir emocionalmente nos momentos mais impróprios. Por isso, não confunda ser verdadeiro com ser agressivo ou desrespeitoso.

Enfim, se houver distanciamento para que vejamos o outro tal como é, permitindo que tanto ele quanto nós sejamos inteiros, poderemos derramar amor de forma plena e escaparmos de tantos mecanismos de autodefesa que nos fazem perder tempo. Isso nos tira do relacionamento do aqui e agora, e das nossas ilusões do “como deveria ser” ou “do que poderia ter sido”. Afinal, como poderá haver amor sem liberdade?

Fonte: Personare

 

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Publicado por em 26 de Dezembro de 2012 em Sem categoria, Sexualidade

 

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Contrariando Religiosos: Presidente de Uganda pede fim da violência contra LGBTs

Declaração ocorre em meio a possível aprovação de lei que criminaliza homofobia.

Da BBC
Fonte: Gay1

O presidente de Uganda, Yoweri Museveni
(Foto: Reuters)

O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, pediu nesta segunda-feira (17/12/2012) o fim da violência contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em meio à eventual aprovação de uma controversa lei anti-LGBT no país.

Em seu primeiro pronunciamento público sobre a lei, Museveni disse que LGBT não devem ser mortos ou perseguidos, mas afirmou que a homossexualidade não deveria ser ‘promovida’.

A primeira versão da lei estipulava a pena de morte, mas o artigo acabou sendo retirado,a homossexualidade é considerada ilegal em Uganda.

A repórter da BBC Catherine Byaruhanga disse que o governo sempre quis deixar claro que a lei foi introduzida por um parlamentar e que não fazia parte da ‘política oficial’ do país.

Segundo ela, Museveni não condenou nem apoiou abertamente a iniciativa, Ministros alertaram os parlamentares que a aprovação da lei teria implicações nas relações exteriores do país,o projeto foi amplamente criticado por países ocidentais, que sugeriram cortar a ajuda financeira a Uganda caso a iniciativa fosse adiante.

A porta-voz do Parlamento ugandense, Rebecaca Kadaga, disse que a lei seria aprovada como um ‘presente de Natal’ para os Cristãos, entretanto, o Parlamento está de recesso até janeiro e não deve votá-la por enquanto.

Aprovação
Se os congressistas do país aprovarem a lei, Museveni terá de sancioná-la antes de torná-la efetiva.

Alguns opositores disseram que a homossexualidade foi introduzida no país por ‘colonizadores europeus’.

Entretanto, Musevani afirmou saber que reis e chefes tribais mantinham relacionamentos com pessoas do mesmo sexo, ainda que secretamente.

O presidente de Uganda acrescentou que havia mencionado ao embaixador americano no país que todas as manifestações sexuais não são feitas publicamente na África, contrariamente às sociedades ocidentais.

‘Eu disse [ao representante americano] que eu sou casado há 39 anos, mas eu nunca a beijei em público ou na minha casa diante de meus filhos’, disse Musevani durante uma cerimônia religiosa, segundo o jornal local ‘New Vision’.

‘Se eu fizesse isso, eu perderia as eleições e, vocês sabem, eu não aceitaria a ideia de perder as eleições’, acrescentou.

Uganda é considerada um país extremamente conservador. Para muitos de seus habitantes, a homossexualidade contraria crenças culturais e religiosas.

Ativistas de direitos LGBT em Uganda afirmam que vivem com medo.

Em 2011, o ativista David Kato foi agredido até a morte, mas a polícia nega que o crime tenha tido relação com sua orientação sexual.

 

MAIS SOBRE A HOMOFOBIA NA ÁFRICA:

 

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Vídeo sobre cotas gera polêmica e reações racistas: “essa conversa não é sobre você”

Vídeo sobre cotas produzido por estudantes de Salvador provoca polêmica na rede e gera reações raivosas e de conotação racial. Atriz que protagoniza o vídeo já foi chamada de “macaca e chimpanzé”

Um vídeo, feito por estudantes e intitulado “Cotas – essa conversa não é sobre você” tem causado polêmica nos últimos dias nas redes sociais. Nos 5 minutos e 17 segundos do vídeo, publicado no mês de novembro no YouTube pelo usuário “jrborges13″, a jovem Juliette Nascimento apresenta um discurso direcionado aos estudantes brancos de classe média.

“Essa conversa não é sobre você”. Vídeo desperta polêmica e ódio na internet.

Neste sábado (15), o vídeo, feito por integrantes da Rede Nacional de Juventude Negra, já alcançou cerca de 108 mil visualizações, sendo que 951 clicaram na opção “Gostei” e 7963 na opção “não gostei”. Recentemente, o site da Veja publicou um texto em que classificou o vídeo como “puro lixo racista” e diz que “prega o confronto racial e de classe”.

Logo na introdução do vídeo, o texto de Tamara Freire, com adaptação de Jr. Borges, deixa clara a ironia da mensagem. “Eu sei como é difícil quando a gente encontra alguém que nos mostra os nossos próprios privilégios, mas deixa eu tentar mais uma vez: me arrisco a dizer que não me importo se você não conseguir entrar naquele curso mega-concorrido que você sempre sonhou porque simplesmente essa conversa não é sobre você”, dispara Juliette Nascimento.

(Clique aqui para ler a íntegra do texto utilizado no vídeo, ou assista ao vídeo no fim desta página)

“Eu sei que você pensa ser o centro das atenções, mas agora você não é o centro das atenções e sei que deve ser um ‘baque’ porque você está sempre acostumado com isso, não é? […] Quando você chora pelo curso que está cada vez mais distante agora, suas lágrimas não me comovem. O que realmente me comove são as lágrimas daqueles que nascem, crescem sem qualquer perspectiva para alimentar o mesmo sonho que você. É sobre essas pessoas que estamos falando”, emenda a estudante.

Em outra parte do vídeo, o texto diz: “(…) Quando você diz que, na verdade, os seus pais pagam o curso somente porque trabalham tanto ou porque você ganha uma bolsa pelas boas notas que tira, eu não me comovo. Não me comovo mesmo! O que me comove é que muitos outros pais trabalham muito mais do que os seus e recebem muito menos por isso”.

Reação

Após a postagem do vídeo, diversos comentários foram feitos.”Afff !! Como se ser rico fosse pecado. E o rico só é rico porque trabalha muito… Que ridículo este vídeo, ela poderia defender o sistema de cotas de outra maneira”, acrescenta outro comentário. “Fazem negrisse e depois querem que não sofram racismo…”, ressalta mais um comentário.

Em entrevista ao Portal Correio Nagô, o diretor do vídeo Jr. Borges contou que estava em casa, quando compartilharam o texto na página dele no facebook. “Eu e minha esposa conversamos e achamos que daria um bom vídeo que foi gravado nos dias 8 e 9 do mês passado. Foi em tempo recorde, em uma semana saiu do projeto e virou arte”, relatou.

O diretor disse ainda que a intenção era provocar o debate. “Óbvio que ver esfregado na cara seus privilégios agride. Mas a nossa intenção não era de agredir, de forma alguma”, destacou.

“O que não esperávamos eram os ataques racistas que aconteceram. Não esperávamos também as acusações de racismo, não acreditamos na sociedade da segregação, por isso nunca imaginamos que a resposta viria em um nível tão baixo.Uma serie de tentativas de desvalidar o que produzimos. Foi muito infantil, mas serviu de aprendizado para sabermos que boa parte deles não esta dispostos nem a dialogar acerca do assunto”, disse.

Publicação

Sobre o texto publicado na Veja, Jr. Borges ressaltou o que chama de posicionamento da revista. “Não podíamos esperar nada diferente da Veja, não é? Uma revista que historicamente se posiciona ao lado das elites brasileiras, que visa atingir ideologicamente os membros da classe média, para que estes sirvam de cinto de contenção dos conflitos de classe, gerados pela própria natureza do capitalismo. Não pregamos confronto racial, nós só dissemos a eles que chega desse discurso ultrapassado que eles fazem”.

Um dos participantes do vídeo chegou a ser reconhecido em um shopping de Salvador. “Juliete relatou um tímido reconhecimento. Pessoas ficaram a encarando constrangidas com a presença dela e este piorou quando ela perguntou se tinha algum problema”. A atriz já foi chamada, no YouTube, segundo relato do grupo, de “macaca, gorila e chimpanzé“.

O diretor relatou que chegou a salvar comentários. “Tem alguns bem interessante, em especial um que o sujeito diz ‘Em 2000 anos de historia, os europeus desbravavam o mar aberto e os continentes. Descobriam e estudavam fenômenos. Inventavam as ciências, a matemática, a filosofia. E o negro africano? Ficou lá na África, com sua “cultura” tribal e questionável. Não avançando em nada. No máximo em algum estilo musical ou outra coisa relacionada. Nada relevante no entanto”.

Para ele, o saldo do vídeo é positivo. “Esperávamos acender o debate, e conseguimos. Foi até maior que imaginávamos. Queremos no fundo que a sociedade brasileira se observe veja que existem cidadãos de segunda classe. Onde a tão falada democracia é uma ferramenta nas mãos de quem aprendeu a segurar o poder, dele passando de geração em geração em suas famílias. Nós questionamos abertamente as estruturas sociais e étnicas do país, o que no Brasil é pecado. Muita gente acredita na democracia racial, esse é um dos grandes empecilhos para que a população entenda o que dizemos”, finalizou.

Participaram também do vídeo Raiane Pedreira, na câmera base e edição e Vaguiner Jorge, na maquiagem e direção teatral.

Assista ao vídeo abaixo

Fonte: Pragmatismo Político

 

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Publicado por em 15 de Dezembro de 2012 em Sem categoria

 

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BOMBA: Homossexualidade não é genética, mas surge no útero, afirma pesquisa

Um estudo publicado na The Quartery Review of Biology por um grupo internacional de cientistas mostra que nós talvez nunca encontremos um “gene gay”.

Segundo os pesquisadores, a orientação sexual não é definida pela genética, mas sim pela epigenética, ou seja, o processo no qual o DNA sofre ação de fatores externos do ambiente. E, no que diz respeito à homossexualidade, o “ambiente” é o próprio útero materno.

A Chave Epigenética

A homossexualidade pode ser explicada pela presença de epi-marcas, segundo William Rice, professor da Universidade da Califórnia, EUA, e Urban Friberg, da Universidade Uppsala, na Suécia. Essas marcas são alavancas temporárias que podem controlar como nossos genes se expressam na gravidez e depois que nascemos.

Há marcas específicas do sexo que passam de pai para filha ou de mãe para filho, diferente de outras marcas, que não costumam passar de geração para geração e terminam “deletadas”. Isso explicaria porque a homossexualidade parece se repetir em famílias, mesmo sem que haja algum motivo genético para isso.

Os mecanismos genéticos são como camadas de informação adicionadas ao nosso DNA. As epi-marcas regulam a expressão dos genes de acordo com as pressões externas. Elas determinam o momento, o local e a quantidade em que esses genes são expressos. Além disso, elas são feitas desde a estaca zero a cada geração, apesar de evidências novas apontarem para a ocasional transferência de uma mãe para seu filho. É esse fenômeno que faz parecer que temos genes compartilhados com nossos parentes.

Masculinização e feminização

Para alcançar os resultados, os dois professores criaram um modelo biológico-matemático para mapear o papel da epigenética na homossexualidade. Para tanto, eles aplicaram a teoria evolutiva em avanços recentes na regulamentação molecular de expressão genética e desenvolvimento sexual dependente de hormônios.

Os dados foram combinados com descobertas recentes do controle epigenético da expressão de genes, principalmente em células-tronco. Com isso, os pesquisadores desenvolveram e apoiam empiricamente um modelo matemática de uma canalização baseada em epigenética, que é a tendência da hereditariedade de restringir o desenvolvimento de novas características em um ou alguns traços. O modelo previu com sucesso a evolução da homossexualidade em homens e mulheres quando epi-marcas canalizadoras passaram de geração em geração com probabilidade diferente de zero.

De acordo com a equipe que conduziu o estudo, “mudanças rastreadas na estrutura de cromatina influenciaram a taxa de transcrição dos genes (codificantes e não codificantes), incluindo reposicionamento de nucleossoma, metilação do DNA e/ou modificação das caudas das histonas, mas sem incluir mudanças na sequência de DNA”.

O modelo resultante previu que a homossexualidade pode ser produzida por herança epigenética transgeracional.

Epi-marcas sexuais são ativadas durante o desenvolvimento fetal para proteger a futura criança de variações naturais excessivas na testosterona, o que ocorre mais tarde na gravidez. Os processos epigenéticos previnem que um feto acabe adquirindo características de outros sexos quando a testosterona atinge altos níveis. Eles também trabalham para impedir que traços sexuais acabem resultando em seus opostos, o que inclui a orientação sexual.

Willian e Urban acreditam terem descoberto, essencialmente, que há epi-marcas “sexualmente antagônicas” que podem às vezes passar para a próxima geração e tornar uma prole de sexo oposto homossexual.

As regras darwinianas de seleção também atuam aqui: essas características epigenéticas podem se proliferar facilmente na população porque elas aumentam a aptidão da mãe e as protegem de variações naturais em hormônios sexuais durante o desenvolvimento do feto. Só em raros casos eles reduzem a aptidão em filhos.

O estudo completo pode ser acessado on-line em The Quarterly Review of Biology, clicando aqui!

Fonte: Jornal Ciência

 

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Publicado por em 12 de Dezembro de 2012 em Homo/Bissexualidade, Sexualidade

 

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Vírus da Aids é usado para combater leucemia em menina de 7 anos

Emma Whitehead foi tratada junto com outros 11 pacientes na Pensilvânia.
HIV deficiente alterou células imunes; 2 pessoas estão bem há 2 anos.

A garota americana Emma Whitehead, de 7 anos, conseguiu combater uma leucemia – câncer que atinge os glóbulos brancos do sangue, responsáveis pela defesa do organismo – graças a uma técnica experimental que usa uma forma deficiente do vírus da Aids para alterar as células do sistema imunológico e fazer com que o próprio paciente elimine a doença. As informações são do site do jornal “The New York Times”.

Os resultados obtidos por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia em 12 pessoas foram apresentados neste domingo (9) e nesta segunda-feira (10) em uma reunião da Sociedade Americana de Hematologia, em Atlanta.

Emma já havia passado por sessões de quimioterapia, mas a doença voltou duas vezes. Desesperados, os pais procuraram um tratamento novo no Hospital Infantil da Filadélfia, que começou em abril e utilizou a variedade modificada de HIV para reprogramar o sistema de defesa dos pacientes e matar as células cancerosas.

Emma e a mãe, Kari, em Philipsburg, Pensilvânia, no sábado (8) (Foto: Jeff Swensen/The New York Times)

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O tratamento com o remédio tocilizumab, porém, quase matou a menina – que teve 40,5° C de febre, ficou inconsciente e quase irreconhecível de tão inchada. Ela precisou respirar por aparelhos, e familiares e amigos chegaram a se despedir dela.

Hoje, mais de sete meses depois, o câncer desapareceu – mas a cura só é considerada total após um período de cinco anos. Emma voltou à escola, tem tirado notas altas e lê até 50 livrinhos por mês. Ela foi a primeira criança e um dos primeiros seres humanos a ter sucesso com a nova técnica, que dá ao sistema imune do próprio paciente a capacidade permanente de combater a doença.

A garota, que é filha única, foi diagnosticada em 2010 com leucemia linfoide (ou linfoblástica) aguda, que danifica o DNA de um grupo de células na medula óssea, que acabam sendo substituídas por células doentes.

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Três adultos com leucemia crônica também tiveram remissão completa do câncer durante o estudo, e dois deles estão bem há mais de dois anos. Outros quatro adultos melhoraram, mas a doença não desapareceu completamente, e um quinto foi tratado muito recentemente, motivo pelo qual ainda é cedo para ser avaliado.

A outra criança submetida ao processo melhorou, mas depois teve uma recaída. E, em dois adultos, o tratamento não funcionou.

Apesar dos diferentes resultados, especialistas em câncer dizem que a pesquisa é uma grande promessa, porque conseguiu reverter casos aparentemente sem esperança em uma fase de testes ainda inicial.

Os cientistas acreditam que o mesmo método de reprogramação do sistema imune possa ser usado contra tumores de mama e próstata. Segundo o médico Carl June, que lidera os trabalhos, o novo tratamento poderia, no futuro, substituir o transplante de medula óssea – última esperança para indivíduos com leucemia e doenças similares.

Em agosto, a farmacêutica suíça Novartis resolveu apostar na equipe da Pensilvânia e destinará R$ 41,5 milhões para a construção de um centro de pesquisas no campus da universidade, com o objetivo de levar essa terapia para o mercado.

Como funciona o tratamento
Durante o processo, os médicos retiram dos pacientes milhões de células T – um tipo de glóbulo branco do sangue – e inserem novos genes que permitem que essas células matem as cancerosas. Elas fazem isso ao atacar as células B, parte do sistema imune responsável pela “malignização” celular, que leva à leucemia.

A técnica emprega uma forma deficiente do HIV, que é boa para transportar material genético nas células T. As células T alteradas, então, multiplicam-se e começam a destruir o câncer.

Um sinal de que o tratamento está funcionando é que o paciente fica doente, com febre, calafrios, queda na pressão arterial e problemas nos pulmões.

Muitas questões sobre o novo tratamento ainda permanecem, como o fato de se ele realmente funciona e por que às vezes falha. Além disso, ainda não está claro se o corpo dos pacientes precisará passar por alterações permanentes nas células T.

Outro problema é que, assim como elas destroem as células B cancerosas, matam também as saudáveis, deixando as pessoas vulneráveis a certos tipos de infecções – razão pela qual os voluntários precisam receber regularmente proteínas chamadas imunoglobulinas.

Fonte: G1

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Publicado por em 12 de Dezembro de 2012 em Discriminação

 

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Relacionamento: Práticas sexuais que causam conflitos entre homens e mulheres

Texto de: Regina Navarro Lins
Psicanalista, Sexóloga e Escritora
Twitter: @reginanavarro

Sexo oral e anal são os temas da vez, abordados por Regina Navarro Lins

Relato e comento a seguir dois casos ouvidos em meu consultório. Eles dizem respeito a práticas sexuais que podem gerar conflitos entre o casal.

I) Solange, uma publicitária de 28 anos, namora Arthur há alguns meses. A relação ia muito bem, até que um aspecto da vida sexual passou a atormentá-la. “O Arthur é um ótimo amante, mas nosso único problema é o sexo oral. Ele quer que eu faça nele, mas sempre se esquiva e evita me excitar dessa forma. Isso me frustra e chego a pensar que ele tem nojo de mim. Sei que já está prejudicando nossa relação porque passei a evitar transar com ele.”

Apesar de o sexo oral ser a atividade heterossexual mais praticada antes da cópula, na nossa cultura ele sempre foi condenado, assim como todas as modalidades que não levassem à procriação. Pesquisas indicam que 75% dos casais já experimentaram a estimulação oral-genital, sendo que 40% a usam com alguma frequência. Entretanto, muitas pessoas evitam essa prática sexual ou a utilizam apenas para agradar o parceiro, sentindo-se ansiosas e constrangidas.

Além dos preconceitos morais, existe também a ideia de que o sexo oral-genital não seria uma atividade higiênica, o que carece de fundamento quando a pessoa se lava adequadamente. Na conclusão do estudo sobre a opinião dos homens a respeito da cunilíngua, Shere Hite diz no seu relatório: “Será que as mulheres não são asseadas? Um dos temas mais frequentes sobre a vagina e a vulva está relacionado com o asseio da mulher, ou se ela se lavou recentemente. O fato de tantos homens sentirem desejo de enfatizar esse ponto parece refletir a influência das antigas opiniões patriarcais sobre a sexualidade feminina (e sobre as mulheres) como algo sujo, sórdido, ou não muito bonito”.

II) Rui e Suzana estão namorando há oito meses. Apesar de se gostarem e de sentirem prazer na companhia um do outro, a vida sexual não tem sido satisfatória e sim causa de ressentimentos para ambos. “O problema é que o Rui insiste em praticarmos sexo anal, que eu detesto. Ele não desiste e por isso tenho até evitado ir pra cama com ele”.

Em muitas épocas da história da humanidade o sexo anal foi considerado pecado ou crime. Na França, antes da revolução, essa prática era passível de condenação à morte na guilhotina, e na Inglaterra, no século XVII, era considerada crime contra a natureza, com penas de morte e prisão perpétua.

Mas essa variação já foi muito usada na Antiguidade como método anticoncepcional. Na Mesopotâmia era praticada naturalmente, sendo que entre os assírios chegou a ser elemento de cultos religiosos. Na Roma antiga, na noite de núpcias, os homens se abstinham de tirar a virgindade da noiva em consideração à sua timidez, entretanto, praticavam sexo anal com ela.

Os sexólogos americanos Masters e Johnson afirmam que 43% das mulheres casadas já experimentaram o sexo anal, embora a maioria delas não goste muito dessa atividade. Sem dúvida, são os homens os que mais apreciam a prática, embora algumas mulheres relatem alcançar assim o orgasmo. Em suma, qualquer prática sexual só se justifica se for prazerosa para ambos os parceiros e não por obrigação ou para agradar ao outro. Além disso, é importante lembrar que o sexo anal é a forma mais fácil de transmissão do vírus da AIDS, que é absorvido diretamente pela corrente sanguínea através da mucosa anal. O uso da camisinha é, portanto, imprescindível.

 

OUTROS TEXTOS DE REGINA NAVARRO:

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Publicado por em 9 de Dezembro de 2012 em Sexualidade

 

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‘Coquetel do dia seguinte’ pode evitar infecção pelo HIV, mas estratégia é pouco difundida no Brasil

Por Paula Laboissière, da Agência Brasil

O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ganhou iluminação vermelha, em homenagem ao Dia Mundial de Luta contra a AIDS (Foto: Alessandro Buzas/Futura Press)

Um tratamento disponível em serviços de atendimento especializado e em emergências de hospitais públicos de todo o país pode evitar a infecção pelo HIV em pessoas que passaram por algum tipo de situação de risco – como sexo desprotegido ou rompimento do preservativo.

A chamada profilaxia pós-exposição, também conhecida como coquetel do dia seguinte, tem como base uma combinação de três medicamentos antirretrovirais e deve ser iniciada até 72 horas após o evento considerado de risco.

O infectologista do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Ronaldo Hallal, lembra que, até 2010, o tratamento era indicado apenas para casos de acidente entre profissionais de saúde (quando há exposição ao vírus), para vítimas de violência sexual e para casais sorodiscordantes (quando apenas um dos parceiros é soropositivo).

Atualmente, o serviço está disponível para toda a população. Segundo Hallal, é preciso passar por uma avaliação de risco, feita por um profissional de saúde, antes de iniciar o uso do coquetel, que deve ser mantido por um período de quatro semanas. Os efeitos colaterais, apesar de fracos, incluem náusea, vômitos, sensação de fraqueza e cansaço.

“O papel da profilaxia é tentar evitar que a pessoa se infecte com o HIV. Além disso, ela traz alguns outros ganhos, já que acaba atraindo as pessoas aos serviços de saúde, o que permite trabalhar também o diagnóstico, o aconselhamento e as estratégias de prevenção, de redução de risco e de vulnerabilidade”, explica.

O coordenador do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Pedro Chequer, avalia que o coquetel do dia seguinte é uma estratégia pouco difundida no país. “Falta informação. As pessoas não conhecem”, diz. “E, nesses casos, quanto mais rápido começar o tratamento, melhor. O ideal é que seja em menos de 48 horas”, completa.

Chequer alerta, entretanto, que a estratégia não pode se transformar em rotina e que as pessoas não podem abrir mão do preservativo. Trata-se, segundo ele, de uma medida de exceção, uma vez que não há 100% de eficácia no bloqueio ao vírus. “Não é uma vacina”, ressalta.

Dados do Unaids apontam aumento de novas infecções por HIV no Brasil entre jovens gays, bissexuais masculinos, travestis e HSH (Homem que fazem sexo com outro homem), sobretudo com idade entre 15 e 24 anos. Essa faixa etária, de acordo com o coordenador, precisa de uma abordagem de prevenção “continuada, objetiva e sem preconceito”, para que busquem os serviços de saúde quando houver necessidade.

“A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) recomenda que a educação sexual seja iniciada a partir dos 5 anos. No Brasil, isso acontece a partir dos 12 anos. Essa onda conservadora e forte preocupa, já que a necessidade é cada vez maior de abordarmos temas como a diversidade sexual”, destaca.

 

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Publicado por em 8 de Dezembro de 2012 em Sem categoria, Sexualidade

 

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